Sobreviventes de um mundo mutante



Diferentemente da vida de heróis do “X-Men”, o mundo mágico onde as crianças nascem com habilidades super-humanas e as desenvolvem gradativamente, adaptando-as, garotos e garotas soropositivas crescem envoltas em círculos sociais que anulam os seus poderes. Assim como no desenho animado, o homem comum tem uma grande desconfiança e um intenso medo desses jovens que são considerados como "mutantes", uma ameaça, e, muitas vezes, são excluídos.

A segregação social imposta aos soropositivos é a mesma vivenciada por P. S., de 7 anos, que sonha em ser advogado. Na hora do lazer ou aos domingos, sem ter para onde ir, por conta do desemprego dos pais, ele liga a TV da pequena casa onde mora e assiste aos desenhos animados de seus super-heróis preferidos. “Os do bem ficam em um lugar diferente porque as outras pessoas pensam que são do mal”, comenta P. S. sobre os personagens do desenho animado.

Bem mais resistente que o pássaro preso na gaiola que fica pendurada na parede da sala em casa, P. S. preserva a alegria de criança, sorri, brinca, corre descalço pelos cômodos e mostra interesse em fazer os afazeres didáticos da escola. Talvez ele ainda não saiba, mas já escapou de estatísticas assustadoras. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, em 2002, mais de 4,3 milhões de pessoas morreram de AIDS e este número inclui meio milhão de crianças. Também é alto o número de órfãos. Projeções do UNICEF indicam que em 2010, mais de 20 milhões de crianças com menos de 14 anos terão perdido um dos pais ou mesmo os dois.


Dados do Centro de Informações em DST/HIV/AIDS (CIDA), em Juazeiro, revelam que há um abismo que separa o atendimento psicológico do acompanhamento médico. Muitas vezes, a falta de informação faz com que os pais ou responsáveis resistam a certos programas de acompanhamento voltados para as crianças soropositivas. O excesso de proteção gera um mundo paralelo na cabeça dos jovens, ao tempo que contradiz toda preocupação com o futuro desses meninos e meninas, causando seqüelas e reafirmando a discriminação.


Os registros do CIDHA contabilizam 21 crianças expostas ao vírus HIV. Desse total, sete estão próximas do que chamam de soronegativar, ou seja, quando se constata a inexistência total do vírus no organismo do indivíduo. O Centro ainda aponta três crianças e um adolescente com AIDS, todos de famílias com índices de longevidade, educação e renda baixos. Um fator chama atenção: esses jovens não se rendem frente às dificuldades com que se deparam, porém, não deixam de se sentirem privados, até mesmo pelos próprios pais, de freqüentar certos lugares.


Assistente Social e uma das integrantes da equipe multidisciplinar do programa municipal, Célia Cristina Félix, critica a ausência da família que convive com a situação e não se empenha na busca do debate pelo bem-estar dos jovens dependentes. Para ela, é preciso trabalhar a criança desde a barriga da mãe. Reacender e apoiar movimentos que apresentem campanhas alternativas para o problema. “Acredito que a mídia divulga o que é mais conveniente expor naquele momento”, protestou.


Por Cecílio Ricardo

Colaborador do MultiCiência

Trabalhos de Conclusão de Curso abordam Cinema, História da Imprensa e Jornalismo Online

A defesa dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) dos graduandos em Comunicação Social: Jornalismo em Multimeios continua nesta terça-feira (10/06), no horário da tarde. Os trabalhos envolvem monografias com temática sobre cinema e quatro projetos experimentais nas temáticas história do cinema, da imprensa regional, perfil de cineasta e realização de um website.


Às 14h30, acontece a defesa da monografia Jornalista no Cinema Nacional, de autoria de Greiciane de Souza Santos, e orientação da professora Carla Paiva. A banca é formada pela professora Nísia Rizzo, jornalista e coordenadora do curso de Radialismo, em Conceição do Coité, da Universidade do Estado da Bahia, e o professor Afonso Henrique, da Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF). Os professores também participam, às17h, da banca examinadora da graduanda Cinthia Sacramento que defende o livro-reportagem sobre Roque Araújo, cujo trabalho é orientado pela professora Carla Paiva.

Às 15h, as graduandas Isabella Ornelas e Priscila defendem o projeto experimental Mandacaru Noticias, um website jornalístico para a região de Juazeiro e Petrolina. Participam da banca o orientador Geovani de Siqueira e as professoras Tereza Leonel e Verbena Mourão.

Às 17h, ocorre a defesa do projeto experimental CD-Rom Pharol - Tempo, Imagem & Memória, de autoria dos graduandos Jean Carlos Côrrea e Nomeriana Cavalcanti. O trabalho é orientado pela professora Andréa Cristiana Santos e se refere à temática de História da Imprensa. Participam da banca os professores Moisés Almeida e Geovani de Siqueira.

Para encerrar o dia de apresentação dos TCCs, a graduanda Jamille Nunes defende, às 19h30, o projeto experimental livro-reportagem sobre a história do cinema em Juazeiro, orientado pela professora Carla Paiva. Participam da banca as professoras Nísia Rizzo e Odomaria Macedo.


Da Redação MultiCiência

Debate com o professor Alfredro Vizeu, da UFPe, sobre jornalismo no DCH/UNEB


O jornalismo e a natureza do telejornalismo é tema de debate com Alfredo Vizeu, professor e pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco, que será realizado hoje, segunda-feira, (09/06) às 18h na sala 6 do Departamento de Ciências Humanas, da Universidade do Estado da Bahia.

O professor é um renomado pesquisador da área do Jornalismo e autor de "O Lado Oculto do Telejornalismo" entre outros. No debate, o professor compartilhar as suas experiências acerca do papel do jornalismo televisivo, sua importância decisiva como sendo "os olhos da nação".

É por intermédio da imprensa televisiva que boa parte da população brasileira tem acesso - muitas vezes é o seu único meio de informação – a acontecimentos que moldam o país. Tendo um papel decisivo na opinião de milhões de brasileiros, essa influência e o seu crescimento ao longo da historia do país, merecem uma atenção cuidadosa por parte dos profissionais da comunicação, defende professor Alfredo Vizeu.

Um exemplo do papel central da televisão, o professor afirma, em seus estudos, que "a mídia teve um papel importante na eleição do ex-presidente Fernando Collor. O "caçador de marajás" de Alagoas foi alçado como um forte candidato à presidência da República diante da ameaça do "sapo barbudo", o atual presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Outra ironia, a mesma mídia que apoiou Collor também contribuiu decisivamente para seu impeachment."

Sendo assim, é de fundamental importância analisar a relação entre o telejornalismo e a sociedade e de esclarecer aos profissionais da comunicação sobre o papel que exercem n consolidação da democracia brasileira.

O professor Alfredo Vizeu também participa de bancas de Trabalho de Conclusão de Curso das alunas Manuela Almeida, que defende o trabalho “Enunciação jornalística e discurso cientifico na Embrapa; Lucilene da Silva Santos, intitulado “De Juazeiro para o Brasil: representações telejornalísticas de Juazeiro em rede nacional”; e o de Karine Paixão, intitulado “Os Editores e a seleção de notícias nos jornais Diário da Região e Gazzeta do São Francisco”.

As bancas acontecem hoje (09/06), nos horários 9h,11h e 16h respectivamente.

Ramon Pimentel
Da Redação MultiCiência

O jornalismo como ferramenta para a compreensão do conhecimento cientifico

Como se da à transição da linguagem cientifica para a coloquial? Quais as ferramentas utilizadas pelo assessor de imprensa de um órgão científico, durante este processo de transição, no qual ele deve tornar um conhecimento restrito e com uma linguagem especifica numa informação inteligível para o público leigo?

As respostas para essas perguntas são a razão do Trabalho de Conclusão de Curso Comunicação Social, intitulado Enunciação jornalística e discurso cientifico na Embrapa, da graduanda Manuela Pereira Almeida, do curso Comunicação Social: Jornalismo em Multimeios, da Universidade do Estado da Bahia – UNEB.

A defesa da monografia acontece nesta segunda-feira (09/06) às 9h, no Departamento de Ciências Humanas -DCH III, cujo orientador é o professor Cosme Batista.

A Banca Examinadora é formada pelo professor Alfredo Vizeu, da Universidade Federal de Pernambuco, especialista em enunciação jornalística e em estudos sobre o telejornalismo, e a professora Elisabeth Gonçalves, do DCH III.

Compareçam.

Ramon Pimentel

Esculacho nas ondas do rádio: nova emissora do Vale do São Francisco? Será? Confira...





A Agência de Noticias MultiCiencia apresenta Carta de apresentação e princípios da Equipe “esculacho”.

Novidade nas ondas sonoras
Esculacho é humor além do sorriso

A rádio – Superdotada sem freqüência certa FM – vai operar sem a concessão do Governo Federal. "Nada mais sugestivo em tempos de 'demonicratização' da comunicação", termo de Cond Claus, integrante do quinteto Os Mala de Elite, composto também por Rafilsic, Osetinho da Bahia, João de Valente e O Digníssimo, responsáveis pela emissora.

A partir desse sábado, 07, eles vão invadir as ondas do rádio. "Com um detalhe: nenhum de nós 'surfa' muito menos 'nada", comenta O Digníssimo, logo alertado pelo amigo Osetinho da Bahia que as referidas ondas são as hertzianas e não as marítimas.

Para a estréia e as edições seguintes, Os Mala de Elite prometem ("garantindo", reforça João de Valente) muito escracho com sátiras aos comportamentos e mazelas da sociedade. "Esse será um programa seriamente cômico", pontua o enfezado João de Valente.

Afinal: falta informar o nome da atração, provoco. "Ah, sim: é Esculacho (risos). Ele nada terá de padrões globais, recordais ou sbttais, enfim um texto jornalístico sem lead, só deslizes", afirma Rafilsic.

A apresentação pode ser desconexa (como essa matéria), mas a idéia é ousada e inovadora: levar ao ouvinte informação com altas doses de comicidade. Nesse caminho, Os Mala irão da música ao esporte (paixões nacionais) enfocando conteúdo e análise crítica, mesmo ironicamente.

Vale conferir a estréia sábado 16H45 na 102,5 Tropical SAT FM, "a estação que vai hospedar a clandestina Superdotada durante a transmissão do Esculacho", brinca Cond Claus



Da Redação MultiCiência

Universidade para Todos inicia aulas na próxima semana


O Programa Universidade Para Todos, coordenado pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), comunica aos alunos matriculados para o cursinho pré-vestibular que as aulas terão início na próxima segunda-feira (09/06). As aulas acontecem de segunda a sexta feira, no Colégio Polivalente Américo Tanuri, com início às 18:30 e término às 22:30.

O professor Paulo Soares, do Departamento de Ciência Humanas/UNEB e coordenador do programa, Paulo Soares, esclarece ainda que os alunos classificados que não fizeram matrículas na primeira chamada, ocorrida no mês de abril, devem comparecer até a próxima sexta-feira, para fazer a segunda chamada de matrículas, no horário das 18h às 22h, no Departamento de Ciências Humanas, Campus III, UNEB.


Informações: Paulo Soares
74 36115617

Arranjo Produtivo Local em Lagoa Grande vai investir na consolidação da Caprinovinocultura


Desenvolver ações que promovam o desenvolvimento e o fortalecimento do arranjo produtivo local da Caprinovinocultura no município de Lagoa Grande, com a inserção de novas tecnologias de produção voltadas à Convivência com o Semi-árido. Esse é o objetivo principal do projeto APL- Arranjo Produtivo Local em foco, desenvolvido pela prefeitura de Lagoa Grande em convênio com o Ministério da Ciência e Tecnologia e parceiros como o Sebrae, Senar, UFRPE, Codevasf 3ª SR, Embrapa Semi-árido e Associação Agropecuária do Vale do São Francisco – Aprisco do Vale.


O município de Lagoa Grande conta hoje com um rebanho de 80 mil cabeças de caprinos e ovinos, com produtividade média é de apenas 15 a 20 kg/ha/ano. Os resultados alcançados em carne, leite e pele, estão muito baixos, levando a população rural, que cria caprinos e ovinos, a obter baixo rendimento. Nesse contexto, o projeto de fortalecimento e desenvolvimento do Arranjo Produtivo Local da Caprinovinocultura identifica que a exploração tem rentabilidade e colabora com o processo de inclusão social.

O APL pretende viabilizar a garantia de qualidade de vida às famílias de baixa renda viabilizando ao pequeno produtor as modernas técnicas de produção e comercialização dos produtos que garantem a sustentabilidade da cadeia produtiva da Caprinovinocultura. Para isso, realiza estudos que visam identificar, sistematizar e valorizar as experiências locais e regionais bem sucedidas, para replicá-las e adaptá-las, quando necessário, através de experiências participativas.

Os fatores que dificultam o avanço da atividade estão relacionados a falta de assistência técnica para o manejo da produção e a capacitação e treinamento para os caprinovinocultores. Um outro fator é de ordem cultural, devido à tradição de comercialização dos caprinos e ovinos nos momentos de necessidade financeira. A criação, portanto, é uma reserva de patrimônio, uma espécie de poupança.

A Secretaria Municipal de Agricultura-SEADI identificou ainda que é preciso melhorar alguns pontos críticos no manejo sanitário, alimentar e reprodutivo do rebanho, além de realizar um melhoramento genético com raças nativas e exóticas, e incentivar o manejo de pastagens nativas, respeitando o bioma do Semi-árido(Caatinga).

Em cooperação com grupos de agricultores/experimentadores, são desenvolvidos também processos tecnológicos inovadores em campos de aprendizagem e em núcleos de experiência participativa localizados em propriedades rurais de agricultores familiares. Também são realizados nas estações experimentais das instituições de pesquisa envolvidas, ensaios complementares para retro-alimentação do sistema.

Para alcançar os objetivos, as instituições envolvidas com o projeto estabeleceram eixos centrais que se materializam através da produção de forragens tolerantes a seca, criação de bancos de proteínas, manipulação da vegetação da Caatinga e o melhor aproveitamento de forragens, através da fenação, ensilagem e amoniação. O uso de Tecnologias para melhorar o manejo sanitário e reprodutivo do rebanho, completa o trabalho do APL, que dispõe ainda de modernos sistemas para garantir a qualidade da produção e agregar valor aos produtos : leite, carne e a pele dos animais.
Fonte: Class Comunicação