Comunistas festejam Engels


Há 188 anos nascia, em Barmen na Alemanha, Friedrich Engels, teórico revolucionário alemão que junto com Karl Marx realizou uma obra marcante na filosofia e na política, cuja característica principal foi a elaboração das teorias do materialismo histórico.

Engels era filho de um rico industrial alemão e soube analisar a sociedade de forma muito eficiente, como poucos antes dele. Completou e publicou o segundo e o terceiro volumes de O Capital, principal obra teórica do socialismo, após a morte de Marx. Com grande capacidade crítica e estilo claro escreveu algumas das obras mais importantes do marxismo, como "A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado".

Engels e Marx montaram o fundamento de uma nova teoria, a do socialismo científico, em oposição ao socialismo religioso, idealista e utópico. Juntos convenceram o Segundo Congresso Comunista em Londres a adotar suas posições e foram indicados para escrever uma declaração política que entrou para a história: "O Manifesto do Partido Comunista", de 1848.

Fonte: Biografia Uol Educação.

Aquecimento global e produção agrícola no Brasil

As mudanças climáticas previstas para as próximas décadas como resultado do aquecimento global vão colocar em risco a produção agrícola no Brasil. Estudo desenvolvido por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade de Campinas (Unicamp) prevê que o aumento da temperatura no país vai diminuir a área favorável aos cultivos de soja, café, milho, arroz, feijão e algodão, podendo levar a um prejuízo de R$ 7,4 bilhões já em 2020.

A cana-de-açúcar, que terá espaço para se expandir e até dobrar a produção, e a mandioca, que, apesar de perder espaço de cultivo no Nordeste, poderá ser plantada em outras regiões do país, são as exceções. Os resultados sugerem que a geografia da produção agrícola brasileira vai mudar nos próximos anos, e, para evitar danos maiores ao desenvolvimento do país, é preciso começar a agir desde já.

Feira da Cidadania no SESC

Acontece, na próxima sexta-feira, o Projeto Colméia – Feira de Saúde e Cidadania, promovido pelo SESC Petrolina, das 8h às 13h.

O evento oferece à população serviços nas áreas de saúde, assistência, cultura, lazer e educação como consultas médicas (clínica médica, cardiologia, ginecologia), imunização, exame de prevenção do câncer de colo uterino, testes de glicose e colesterol, orientações sobre primeiros socorros e cuidados com a pele.

Além disso, ocorrem ações de cidadania como emissão de documentos, educação sanitária e ambiental e orientações gerais sobre a previdência social.

Também serão oferecidas oficinas sobre reciclagem e como prevenir acidentes domésticos.

Mais informações sobre o evento:
(87) 3866-7468

Barack Obama, o pop star

No processo de eleição interna do Partido Democrata norte-americano, uma estrela com currículo familiar despontava no horizonte como a solução do problema eleitoral, porém o jovem e desconhecido – até então – senador Barack Hussein Obama Junior, atrapalhou o circuito. Na prévia democrata mais conturbada dos últimos anos, o sentimento de mudança superou o saudosismo político. O senador pelo estado Illinois venceu a também senadora e ex- primeira dama Hillary Clinton.

A senadora que tinha seu planejamento de campanha focado na gestão do ex- presidente Bill Clinton e no pioneirismo de uma mulher no comando, viu esvair pelas suas mãos o seu sonho de se tornar presidente dos Estados Unidos. Depois de oito anos de um governo que não superou as expectativas e colocou a maior nação político-econômica no mundo em crise, a população foi atraída pela novidade apresentada pelo senador afro- americano.

Barack Obama filho de pai queniano e de mãe Nasceu em Honolulu, no Havaí, e foi criado entre os Estados Unidos e a Indonésia, conhece tanto os cenários do poder e dos privilegiados nos Estados Unidos, como os bairros mais pobres. Depois de ter sido escolhido pelos democratas para a corrida presidencial, o jovem político enfrentou o velho de guerra John McCain, senador pelo Arizona lutou na Guerra do Vietnã, onde foi mantido prisioneiro e torturado, McCain representava a situação atual do país, já que ele foi o candidato do presidente George Bush, apesar de mascarado com novas ideias e projetos acoplados pela governadora/celebridade do insosso estado do Alasca Sarah Palin. Apesar desse aparelhamento, o soldado perdeu a guerra.

As eleições tiveram a maior participação popular dos ultimos tempos, uma vez que as elrições nos Estados Unidos é um direito facultativo, ou seja a votação não é obrigado como no Brasil. O produto da midia Barack Obama, que utilizou a comunicação como arma fundamental em sua campanha escreveu uma nova forma de fazer campanha e foi eleito com a maioria dos delegados do colégio eleitoral. Depois do resultado final e da consagração do primeiro negro governando a potência magna do capitalismo mundial, muitas expectativas foram realizadas a exemplo do sonho de Martin Luther King, que sonhava que todos seriam iguais e seriam reconhecidos pela sua dignidade e não pela cor da sua pele.

Uma nova política internacional, um melhor relacionamento com o Oriente Médio e a desocupação de tropas americanas no Iraque, a solução da crise mundial, foram dadas como expectativas a Obama, considerado o Salvador da Pátria. Porém devemos salientar que este new heros é americano – como todos os outros que povoam ou povoaram nossas historias em quadrinhos – ele teve a educação norte – americana, onde o nacionalismo exacerbado, a supremacia estatal é cultuada e permeia o sistema educacional dos pais e assim é incontida nos cidadãos.

Não vamos esperar ações surpreendentes e inovadoras do novo presidente. Os interesses norte - americanos irão nortear as atitudes do governo Obama. A crise será superada com todo o esforço de excelentíssimo chefe da Casa Branca, pois se ela continuar o maior prejudicado será o próprio quintal. A política internacional será mantida para atender as conveniências capitalistas, contudo, desta vez terá como interlocutor um belo sorriso e a simpatia provavelmente oriunda dos genes africanos.

A desocupação do Iraque não vai ocorrer no máximo será gradativamente flexibilizada em virtude das promessas de campanha, mas lembremos a guerra não é contra o povo iraquiano, e sim a demarcação de terreno, terreno este fértil, regado a ouro negro, objetivo principal e claro da invasão. Esta situação reflete diretamente no Brasil, país com nenhuma ligação com Barack ao contrário de McCain que, por vezes, citou o nosso país. Obama não nos deu nem R$ 0.05 cents de ousadia.

Sugiro ao presidente Lula, que tire seu jegue do toró, em relação às taxas de embargos, aos incentivos fiscais protecionistas e principalmente à menina dos olhos de ouro do governo o etanol brasileiro – quero reescrever essa frase a menina da lente de ouro -, pois estamos falando de política externa e os olhos do governo brasileiro estão voltados para o PAC e sua “genitora” a ministra Dilma Russef . No plano de governo Obama, não há menção em nenhum momento do “grande invento” tupiniquim.

Agora? Resta nos esperar pela administração do pop star de sangue negro que chegou à presidência.

Por Welington Dias

A Universidade do Estado da Bahia inscreve até o dia 28 de novembro 94 professores para o quadro permanente da instituição.


Em Juazeiro, podem concorrer sete docentes para o Departamento de Cências Humanas e Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais nos cursos de Comunicação Social, Agronomia e Direito.

Para o curso de Comunicação Social, serão selecionados dois docentes com formação em Comunicação Social e Doutorado em qualquer área. Uma vaga é destinada a profissional formado em Artes Plásticas e Design com pos-graduação lato sensu em qualquer área, outra vaga é para profissional de Jornalismo com pos-graduação lato sensu em qualquer área.


No curso de Agronomia, podem concorrer docentes para vaga de Adjunto em Engenharia Agronômica com Doutorado na área e professor auxiliar em Quimica Orgânica, com título de pos-graduação lato sensu. Também será selecionado profissional em Direito para área de Criminologia com tíulo de especialista.


Os interessados em concorrer às vagas devem consultar o site www.concursodocente.uneb.br. As inscrições podem ser feitas online.

Redação MultiCiência

Exposição fotográfica “Um olhar sobre o cotidiano da Feira de São Joaquim, Salvador-BA”.




Mais do que o congelar de um momento, a arte de fotografar é imbuída de escolhas condicionadas pela subjetividade de quem faz “clic”. Neste ato, podemos registrar fragmentos de fazeres, saberes e tradições de um povo, sua cultura material e imaterial.

A feira-livre, dinâmica por natureza, é um dos espaços onde as culturas populares se expressam com magnitude e fluidez sígnica. Neste aspecto, os produtos e mercadorias comercializadas são de extrema importância para construção identitária da feira.

A de São Joaquim, localizada na área portuária da cidade de Salvador-Ba tem, como peculiaridade, a comercialização majoritária de artigos para práticas religiosas afro-brasileiras.

Sobre estes aspectos, os estudantes da UPE e da UNEB, Antônio Carvalho Jr. e Quercia Oliveira, lançaram o olhar historiográfico e jornalístico, o que resultou na exposição fotográfica Um olhar sobre o cotidiano da Feira de São Joaquim, Salvador-BA. A exposição está exposta hoje e amanhã na 8ª Semana Universitária da UPE – Petrolina.


Nos dias 18 e 23 de novembro, será apresentada no Departamento de Ciências Humanas, UNEB, fazendo parte da Semana sobre a Consciência Negra da instituição.


Composta por 14 fotografias em A3, a exposição conta, ainda, com mostra de músicas relacionadas aos cultos afro-brasileiros e ornamentação que faz referência aos ‘trabalhos’ e ‘despacho’ destes cultos.

Aberta a toda comunidade, a exposição pode ser visitada no corredor do curso de História da UPE – Petrolina, a partir das das 15:30h às 21:30h, na quinta e sexta-feira.

Por Quercia Oliviera

87 velas para Maria Franca Pires

Final da tarde de quarta-feira, 5 de novembro de 2008. Quem chegasse à primeira sala do lado direito da Escola de 1° Grau Maria Franca Pires pensaria que um grupo artístico terminara de apresentar mais um espetáculo às eufóricas crianças. Foi quase automático: assim que as palmas cessaram, uma turba se aglomerou em torno dos(as) espantados(as) “artistas” (Elane, Juliana, Marcos e eu, Osete) suplicando uma comunicação futura: Msn, Orkut, E-mail ou qualquer coisa que estendesse o laço recém-criado.

Só mais tarde, demos-nos conta da carência afetiva que circula o cotidiano daqueles meninos e meninas, acostumados a pouquíssimas possibilidades de, entre uma lição e outra, adentrar num mundo povoado por imagens e sons fascinantes. Tudo cuidadosamente recolhido por uma pessoa que teimosamente se manterá viva por muito tempo, 20 anos depois de seu encantamento. O nome dela? Maria Franca Pires.

Pesquisadora incansável dos fragmentos de memórias que viviam na “cabeça do povo” e nos registros históricos documentados, Maria dedicou sua trilogia “Você acredita em assombração?”, “Lendas do Velho Chico” e “Juazeiro - Bahia”, “letra por letra”, às crianças juazeirenses. Na verdade, Maria Franca Pires dedicou sua vida à formação humana e escolar da infância de seu tempo.


Como professora primária, ela gostava de olhar para o passado a fim de rever aqueles mesmos meninos e meninas que a ajudaram a se realizar como pessoa “cooperando no progresso das comunidades, como médicos, engenheiros, advogados, agrônomos, professoras; todos brilhando como as estrelas do céu”. E como mais uma estrela na constelação da vida, Maria continua brilhando em tudo o que diz respeito às narrativas na esteira do tempo de Juazeiro, por meio de seu arquivo pessoal.

Um arquivo aberto a várias possibilidades de passeios pelas mudanças e permanências socioculturais na história local. Um ensejo sem dúvida alguma para os anseios das instituições escolares: a possibilidade de um aprendizado com vistas à constituição histórica de Juazeiro. Ao escrever sobre Juazeiro, Maria imprimia um estatuto histórico à nossa paisagem cultural habitada de riquezas peculiares.

Por isso, temos plena consciência das muitas contribuições advindas do encontro entre as instituições escolares da rede municipal e o arquivo de Maria Franca Pires. De tal maneira que resolvemos iniciar, na tarde da última quarta-feira, a apresentação das produções resultantes do projeto de pesquisa e extensão “O Arquivo de Maria Franca Pires: memória e história cultural em pesquisa na região de Juazeiro-BA”, coordenado por Odomaria Macedo, professora do Departamento de Ciências Humanas/UNEB.

A data escolhida não foi por acaso: dia 5 de novembro, além de ser o Dia Nacional da Cultura, é aniversário de Maria Franca Pires. Dia em que ela apagaria 87 velas. As visitas irão se estender até o próximo dia 3 de dezembro, quando já teremos ido às Escolas Municipais Dinorah Albernaz, Maria de Lourdes Duarte, Guiomar Lustosa, Judite Leal e Argemiro José da Cruz.

Até a última troca de experiências com as crianças da rede municipal quantas velas acenderemos? Eis uma questão difícil de responder, afinal de contas, o que sabemos é que, como diria Caetano: “Gente é pra brilhar / Não pra morrer de fome”.

Seja de qual fome for...

Por Luis Osete, estudante de Jornalismo em Multimeios/UNEB e pesquisador de iniciação científica do projeto História Cultural da cidade de Juazeiro a partir do Acervo de Maria Franca Pires

Semana de Integração recepciona alunos de Comunicação Social

O Departamento de Ciências Humanas, da Universidade do Estado da Bahia, realiza de hoje até sexta-feira a Semana de Integração dos Estudantes de Comunicação, que irá discutir as perspectivas de atuação do profissional de comunicação social e a situação atual do Estágio e a regulamentação da profissão.

O Encontro visa promover a interação dos alunos dos cursos de Comunicação Social Jornalismo em Multimeios com os discentes aprovados no Vestibular 2008. Este é o terceiro semestre letivo da UNEB em apenas um ano. O novo se semestre se deve a necessidade de regularizar o ano acadêmico com o ano civil devido à greve ocorrida na institução nos últimos dois anos.
As atividades da Semana de Integração incluem mesa-redondas e rodas de discussão e se iniciam a partir das 16h, no Canto de Tudo. Hoje, será realizada a Mesa-Redonda sobre o Movimento Estudantil e Roda de Discussão Gênero e Diversidade Sexual, com a mediação de Elaine Gonzaga, do Grupo Colcha de Retalhos: a Universidade Federal de Goiás saindo do armário. Amanhã, acontece uma mesa de Estágio e Regulamentação da Profissão com a presença de Elaine Gonzaga, a professora Maria Elisabeth Gonçalves e o Jornalista em Multimeios, Raphael Leal.


Na quinta-feira, acontece palestra com José Inácio, do Setor de Comunicação do UNICEF, e José Emanuel, Diretor de Jornalismo, da TV Grande Rio. Na sexta-feira, ocorre a Calourada Universitária, a partir das 16horas.


Redação MultiCiência

A luta histórica do bairro Angari pela moradia


Com quase 122 anos, o Angari é um dos bairros mais tradicionais de Juazeiro-Bahia. A sua origem está associada às lavadeiras de beira rio, as chamadas Angaris, que para ajudar no sustento de suas famílias lavavam roupas por encomenda e se acomodavam às margens do rio onde o terreno era mais plano devido ao assoreamento causado pelas grandes enchentes. À espera de seus maridos, que saiam a pescar, as lavadeiras cuidavam em viabilizar o trabalho de suas famílias ocupando o espaço de beira-rio.

Além da caça e da pesca, o tratamento animal também é um marco para o bairro. Um curtume que funcionava como matadouro público contribuía para a renda familiar, pois a carne do animal era comercializada por moradores. As vísceras dos animais eram aproveitadas e a de “gordura de cebo” era usada para fazer o sabão da lavagem para roupas, conta Lourdes Costa moradora do bairro. A comunidade do Angari cresceu em torno do rio, e surgiu a necessidade de oficialização e reconhecimento do território.

A Superintendência Regional de Juazeiro (atualmente elevado à Prefeitura Municipal) reconheceu o bairro por volta do fim do século XIX, facilitando os meios para o registro das casas. Toda a ocupação do Angari se deu de forma bastante irregular e crônica. As casas eram construídas de forma aleatória, não havia respeito a construções arquitetônicas nem ao urbanismo. Boa parte das casas em feita de taipa, madeira, adobe. A proximidade do rio e a inexistência de saneamento contribuíram para que a umidade do local atingisse a infra-estrutura e para a perda de qualidade de vida dos moradores Água, lama e esgoto eram expostos e eram constantes queixas de moradores de bairros vizinhos de que o Angari se tornara um foco de doença para toda a população. Por isso, deveria ser extinto e os moradores distribuídos por casas populares.

Embora a comunidade do Angari ganhasse oficialmente a condição de bairro, o projeto de reocupação do território nem sequer tinha as obras iniciadas. As ações se resumiam a simples incentivos públicos para que os moradores ocupassem a parte superior das margens. Passados anos de crescente ocupação ilegal, tornava-se inevitável para o poder público não interferir no processo de evolução do bairro, por isso máquinas e tratores sobre ordens do governo municipal aterraram e sanearam um grande espaço (parte superior da margem do rio) para que houvesse uma reocupação regular do local.

Os investimentos para que ocorressem o a abandono das áreas de risco ocorreram na gestão do prefeito Américo Tanuri junto ao Secretário de obras, João Freitas que, visando às condições de moradia e higienização da cidade, autorizou que depois de desocupadas e mobiliadas, tratores demolissem o cortiço que compunha boa parte do Angari. O território demolido compreendia desde a proximidade da rampa de acesso ao rio, em frente à casa da Diocese de Juazeiro, ate onde hoje se encontra as atuais casas da ribeirinha, próximas ao Nego d’água.

Aos 79 anos e moradora do bairro desde sua infância, Lourdes Costa relata que o processo de demolição findou quando um dos moradores, atualmente falecido, Juscelino Oliveira, à época dono de um galpão depósito que funcionava como armazenamento de carnes de charques, rapadura, fumo, especiarias tais como cravo, canela e gengibre, resolveu desafiar a força da lei. Armado com revólver e espingarda em frente aos maquinistas dos tratores, Juscelino afirmou que não se responsabilizaria por seus atos. Caso as máquinas derrubassem alguma das paredes do seu deposito, ele defenderia ate à morte seu direito de morar no bairro. Reforço policial e patrulhas de operação não foram suficientes para o andamento das obras, visto que a Polícia Militar, na época, era dotada simplesmente de armas e munição de baixo poder de fogo junto aos antigos carros modelo ‘Jipe’.

A legislação municipal também passava por constantes fases de adaptações. E devido à resistência do barquista Juscelino, findou-se a investida municipal. No ano de 1979, houve uma nova tentativa de remoção dos moradores para o bairro João Paulo II, contudo instituições sociais como a Igreja Católica e alguns sindicatos da região tomaram a causa para si e impediram que os moradores fossem deslocados. Representantes da Diocese de Juazeiro e de outras instituições religiosas a partir da década de 80 tiveram papel fundamental na consolidação da estabilidade do bairro, pois, por incentivo da Igreja, as tomadas de decisões entre Prefeitura de Juazeiro, moradores e sindicatos do bairro Angari passariam a ocorrer de forma harmônica e diplomática. O prefeito Jorge Khoury e o secretário de obras Misael Aguilar e a Câmara de Vereadores, discutem nos anos 90 o projeto de lei para a criação de 75 casas populares para os moradores do Angari, sendo que 16 vieram a ser construídas e doadas para os moradores do bairro.

Melhorias do bairro A antiga Superintendência de desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) extinta na década de 1980 também colaborou para a comunidade ao promover o desenvolvimento dos ribeirinhos e do esporte naquela localidade. Ela doou recursos promovendo a construção de uma quadra poliesportiva localizada no centro do bairro. Sob o controle da FRANVALE, o espaço é atualmente administrado pelo seu Manoel Francisco, antigo funcionário da SUDENE que se instalou nas proximidades da quadra e se apropriou do espaço de lazer. A quadra, hoje, é alvo de intriga política para os moradores.

Por duas vezes, a Prefeitura Municipal tentou incorporar o espaço à propriedade do município sendo impedido por um plano de leis que não viabiliza as possessões para uma empresa extinta há tanto tempo, como a SUDENE. Junto a isso, o antigo morador e funcionário aposentado da superintendência insiste em mediar à ligação da quadra e a comunidade com cobranças de taxas para se praticar esportes no espaço.

A recente construção de um condomínio no Angari reflete também o paradoxo da realidade vivida pelos moradores. De um lado prédios, um com 15 outro com 12 andares, (um terceiro com 30 andares em construção), do outro casas, a menos de 50 metros do residencial de luxo, feitas de taipa ou de blocos das antigas Olarias. Empresários que saem com seus veículos do residencial cruzam diariamente com pescadores e lavadoras pelas ruas do bairro, e o que se tem é um contraste social, o alto Angari, formada pela classe media, e o baixo Angari, composto por pessoas que sobrevivem da pesca e da lavagem.

Os condomínios, Champs Elysées e Torre Eiffel, criados por volta dos anos de 1998 a 1999 causam transtornos à comunidade, pois visando criar um espaço de lazer exclusivo para os condôminos, o edifício ocupa um espaço de mata ciliar, próximo ao monumento do Nego d’água, ocupando cerca de 70% do que era um campo de futebol comunitário que funcionava como centro de lazer publico para banhistas e desportistas da cidade, como relata o presidente do bairro, Itamar Castro (Tatai).

A apropriação indevida do espaço público de mata ciliar previu somente multa indenizatória, não havendo cláusulas de desocupação do território, ficando a cargo de empresários da construtora a indenização ao poder publico de cerca de. R$1 milhão de reais pelos transtornos ecológicos causados pela ocupação do espaço, assim esclareceu o morador Luis Andre. A administração do Condomínio foi procurada pela Equipe de Reportagem, mas não quis atender ao repórter.

A colônia de pescadores 

A colônia de pescadores do bairro é um dos grandes pilares de manutenção do sistema pesqueiro em vigor. Fundada no dia 11 de novembro do ano de 1992 a colônia hoje funciona com basicamente suporte à pesca e orientação aos profissionais que ainda vivem a causa do rio e dos peixes. O senhor Domingues Matos, presidente da colônia de pescadores, afirma que a região do médio São Francisco é a mais prejudicada com a pesca, devido aos constantes processos de construção de barragens ao longo do rio, que interfere drasticamente para o ciclo de desenvolvimento dos peixes.

A construção de uma nova barragem no município de Curaçá poderá causar mais transtornos aos pescadores, pois a Piracema, período de desova do pescado onde os peixes nadam contrario ao sentido convencional do rio, fica parcialmente concluído ou concluso em período indeterminado, deixando insatisfeitos os pescadores que saem em busca de seus sustentos. A colônia conta com cerca de 1500 pessoas cadastradas. Estima-se que cerca de 500 pescadores ainda trabalham sobre o regime de autonomia sindical. Segundo o presidente, a colônia fez o projeto de criatórios às margens do rio, visto que os pescadores são ribeirinhos e teriam controle sobre esse projeto. Contudo, a colônia não tem aviso prévio de quando a usina hidrelétrica irá funcionar o que tornou o projeto inviável.

Apesar dos desafios, o Angari se desenvolveu e ofereceu um grande potencial seja na economia pesqueira e artesanal das lavadeiras de roupa ou no potencial esportivo. Um exemplo é Lourival Alves Quirino, O Loreta como é mais conhecido o nadador e campeão bahiano. Ele se tornou uma referência àos que praticam o nado no rio. Aos 38 anos e morador do Angari desde a infância, Lourival tem vários títulos conquistados na natação, e afirma que o bairro tem um potencial de jovens nadadores excelentes, o que faltam são investimentos público em uma escola de natação no Angari e um centro de apoio à cultura da natação.


A cultura do Nego d’água O surgimento de lendas, a principal delas o nego d’água, foi alvo de críticas e elogios, pois a lenda é reafirmada por pescadores que assumem ter visto a imagem lendária do boneco nos cascos das embarcações. A lenda do Nego d’água é o fomento ao ponto turístico do bairro e visando alimentar essa cultura, a Prefeitura Municipal de Juazeiro, na administração do ex-prefeito Joseph Bandeira, criou o projeto de lei que previu recursos para a construção de um boneco semelhante ao Nego d’água.

O investimento de R$ 45 mil reais, gastos em vários caminhões de areia, brita 104 sacos de cimento e muita ferragem foi fundamental para que o artista Ledo Ivo conseguisse criar uma escultura do Nego d’água. Inicialmente o esqueleto (ferragem do boneco) foi montado em um muro no bairro Centenário, junto com a estrutura de montagem da pedra a qual a imagem do Nego d´água se posiciona sentado. Nas mãos do escultor regional Ledo Ivo, a lenda ganha existência e forma, reforçando o mito contado há tanto tempo pelos pescadores.

O Luis Andre, “O Lula”, pescador e contribuinte na obra, relembra que Ledo projetou a escultura tendo com referencia a ponte Presidente Dutra, pois queria que as pessoas ao entrar na cidade visualizassem logo o monumento a fim de se interessarem pelo que seria um boneco de pedra parado no meio do rio. Contudo, o vandalismo constitui se como fator intrigante para os que cultivam a cultura do Nego d’água, pois quando foi inaugurado dispunha de iluminação. Hoje a ação de vândalos é responsável pela escuridão ao qual esta exposto. Outro fator de degradação da cultura do monumento foi à recente queima de uma das antigas embarcações que ficava abandonada próximo ao porto dos pescadores, onde o nível do rio elevado fez, com a ajuda de vândalos, o deslocamento da embarcação ao encontro do boneco, danificando a sua estrutura física.

Contudo, apesar do descaso ao longo do tempo, o bairro Angari é um local que incentiva artistas a produzirem obras. A Musica “Lavadeiras do Angari”, composição de Edésio Santos e Jota Mildes, traz em sua letra o resgate e a valorização do bairro pelas antigas lavadeiras de roupa, pois foi no Festival Edesio Santos da Canção que a música ganhou reconhecimento nacional e contribuiu para a cultura dos ribeirinhos.

A grande admiração e paixão que tinha pela cultura dos ribeirinhos levaram os artistas, Euvaldo Macedo, poeta e fotógrafo, e Paulo Marcos (Parlim), chargista, a retratarem a cultura do Angari como documentário interativo da essência do bairro. A partir de um ensaio fotográfico das margens do rio, Euvaldo descobriu boa parte da história do São Francisco no imaginário dos moradores do Angari.

Ao longo de sua história e das suas tradições, o Angari traz as marcas de um bairro cujo desenvolvimento esteve sempre pautado aos aspectos positivos de Juazeiro, seja pela representatividade cultural do bairro, ou pela histórica existência da população, o Angari é considerado, hoje, símbolo de respeito no imaginário dos que por ali passam e o visitam.

Por Aurílio Marcos é estudante de Comunicação Social Jornalismo em Multimeios

Roque Araújo homenageado pelo Vale Curtas

O Festival Nacional de Curtas Metragens do Vale do São Franscisco – Vale Curtas realiza, hoje, uma homenagem a Roque Araújo, no Departamento de Ciências Humanas (DCH), a partir das 20h. Haverá uma mesa-redonda com a participação de Roque Araújo e mediação da jornalista Cinthia Sacramento, autora de livro-reportagem sobre a vida do cineasta. Apos o evento, haverá exibição de curta-metragem do autor.

Vale Curtas exibe Seleção Local

O Vale do São Francisco produz audiovisual. A Universidade do Estado da Bahia também. Das 10 exibições da mostra local exibida, hoje, no Festival Nacional de Curtas Metragens do Vale do São Franscisco – Vale Curtas, oito produções são originárias de alunos do curso de Comunicação Social Jornalismo em Multimeios. Entre elas, Rótulo, Sobrevivência, Crise, Amor e Liberdade, Sobre loucura e liberdade, Sábado Feira.


A Mostra local acontece no Centro de Cultura João Gilberto, a partir das 20horas. Serão expostas 10 produções locais.


As produções petrolinenses Depois que o Rei Morria e O Velho Chico e os anos Dourados da Navegação também serão exibidos.


Aproveitem e divirtam-se!

Redação MultiCiência

Perfil: Antônio Marcos por Thiago Gonçalves




Antônio Marcos: uma vida dedicada à política


- Sobre o que você quer que eu fale?

- Quero que você fale de sua vida pessoal, religiosa, política...

- Sobre a minha vida pessoal eu não vou falar!(risadas). Falo de política.


Vida política ou pessoal? Na verdade não sabemos onde começa uma e termina a outra. Antônio Marcos ainda criança já participava de movimentos comunitários com seu pai, Bernardinho Evangelista, em Juazeiro, cidade de nascimento, não de registro. Por “motivos pessoais”, ele teve que ser registrado em Curaçá.


- Tive uma infância normal. A diferença é que, na nossa casa, a gente sempre conviveu com as discussões sobre os problemas do meu bairro. Isso interferiu, diretamente, na minha formação política futura.


Com nove anos, Antônio Marcos começou a participar de comícios, apesar de não entender o que aquilo significava. Estava ali para acompanhar seu pai, mas isso o ajudou a entender e se engajar em movimentos políticos.


A participação efetiva na política começou aos 14 anos no Colégio Polivalente Américo Tanuri, quando, incentivado por uma professora, se juntou a outros colegas e tentou organizar uma entidade estudantil para lutar por melhorias na escola.


- A forma como ela nos disse o que tinha sido a escola no início, com muita dificuldade, nos incentivou a lutar por melhorias. Nós pensamos em fundar um grêmio estudantil, mas, como esse movimento não era forte em Juazeiro, não sabíamos como fazer.


Essa dificuldade tornou o projeto inviável, mas não abalou a vontade dos alunos de ter um instrumento de luta, onde eles pudessem defender os seus ideais. A partir daí surgiu a idéia de criar um jornal, produzido e editado com a participação de alunos e professores.

- Esse jornal foi importante para reavivar o meu desejo de lutar em favor da escola. De lá para a luta em prol da sociedade, foi um passo.


Antônio Marcos não parou mais. Quando chegou ao ensino médio, aos 15 anos, no Colégio Paulo VI, encontrou um grêmio formado e logo juntou-se ao grupo, como Diretor de Jornalismo. Pouco tempo depois, tornou-se presidente da instituição.


- A participação no grêmio estudantil ajudou-me a querer de fato lutar pela educação pública de qualidade e também em prol da cidade.


Foi no grêmio que ele teve o primeiro contato com a política partidária, participando de ações desenvolvidas por membros do Partido Socialista Brasileiro (PSB).


- Eu tinha a compreensão de que, naquele momento, por militar no movimento estudantil, não deveria me filiar a um partido político. Sabia que não deveria haver confusão entre política partidária e movimento estudantil.


Por dois anos, Antônio Marcos foi presidente do grêmio. Só deixou o cargo quando terminou o ensino médio. É bom lembrar: deixou o grêmio do Paulo VI! A história não pára por aí. Saindo do ensino médio, fez vestibular para Pedagogia e passou. Quando chegou à Universidade do Estado da Bahia (UNEB), encontrou pessoas que já o conheciam da militância estudantil e foi convidado para participar do Diretório Acadêmico.


- Não aceitei o convite, mas me envolvi na Comissão de Avaliação Institucional. Lá, na universidade, eu tive uma abrangência maior sobre o que é a política.


A militância e os ideais políticos já faziam parte da vida de Antônio Marcos. Um ano depois, envolveu-se ativamente na militância estudantil, fazendo parte da Executiva Estadual dos Estudantes de Pedagogia e, logo após, da Executiva Nacional.


Foi, também, Secretário Geral do Diretório Central dos Estudantes da UNEB, Coordenador do Departamento de Ciências Humanas III e, posteriormente, Presidente do Diretório Acadêmico.


Na época, estava envolvido com a política partidária - mas sem filiação - no Partido dos Trabalhadores (PT). O primeiro contato com o partido surgiu através de pessoas que participavam da militância estudantil na Bahia.


- Isso foi gerando em mim uma convicção de que deveria militar no PT, porque o partido possuía objetivos muito semelhantes àquilo que eu pensava, de lutar por uma educação pública, por uma sociedade socialista, mais humana, igualitária.


Há oito anos, Antonio Marcos participou diretamente da primeira campanha eleitoral. Naquele ano, o PT elegeu um vereador e o candidato a prefeito. Isso o aproximou ainda mais do partido, porque o fato lhe proporcionou a participação no plano governamental de educação.


- Eu já militava há um tempo, amadureci e, em 2001, entendi que deveria me filiar. Participei da várias ações e vi que o PT, apesar de sempre seguir todas as decisões que são tomadas pelo conjunto de filiados, dá-nos a liberdade do debate, da discussão.


Sempre com a sua vontade de crescer politicamente, após quatro anos de filiação, foi eleito Secretário Geral e dois anos depois se tornou o presidente do partido em Juazeiro.

De repente, uma pausa:

- Vamos lá para fora, aqui dentro está muito barulhento.


Estávamos conversando dentro do templo da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, mas precisamos sair porque iria começar o ensaio da banda da igreja e estávamos próximos a uma caixa de som.


- Espere um pouquinho, preciso conversar com uma pessoa.
- Vamos Antônio Marcos!
- É rapidinho.


Após alguma insistência, o sempre ocupado Antônio Marcos resolve retomar a entrevista. Desta vez, sob uma árvore, próximo ao seu carro vermelho com adesivos da estrela símbolo do Partido dos Trabalhadores.


Apesar de não estar totalmente favorável à situação atual do partido em Juazeiro, ele o defende, pois respeita as decisões da representação política. É por pensar desta forma, que o sempre atuante Antônio Marcos, mesmo tendo um histórico de lutas em prol das causas populares e defender os ideais do partido onde milita, ainda não concorreu a nenhum cargo eletivo.


- Ainda não concorri a uma vaga no legislativo ou executivo por acreditar que uma candidatura não nasce de um desejo pessoal. Ela tem que representar interesse de um grupo. Desejo nós temos. No momento em que fazemos a opção partidária, fazemos a opção, também, de ser uma representação daquilo que defendemos.

- Qual a sua opinião sobre a política em Juazeiro?

- Pare aí! Você quer a minha opinião mesmo? É complicado!

- Quero sim!

Antonio Marcos diz que a política juazeirense vive um momento ímpar, pois na eleição para prefeito deste ano, seis candidatos apresentam-se como opção.

- Quatro destes postulantes, nunca se candidataram a prefeito. Isso mostra uma novidade, já que, há muitos anos, a cidade está polarizada entre as outras duas candidaturas.


Desde o ano de 1994, o cargo de prefeito é alternado pelos candidatos Joseph Bandeira, do PT e o atual prefeito, Misael Aguilar, que fazia parte do Democratas, antigo PFL e hoje milita no PMDB.


Mesmo entendendo que a diversidade faz bem para a população, Antônio Marcos acredita que há um problema grave em Juazeiro.


- Nem sempre os candidatos representam a construção da história de um partido.


Isso é evidente na cidade. Um dos candidatos é empresário e milita em um partido denominado comunista. Outro problema destacado pelo petista é o que ele chama de síndrome: os políticos lançarem seus filhos ou irmãos como candidatos.


- Isso demonstra ainda um modo retrógrado de fazer política. Um regime oligárquico, onde as famílias dominam o cenário político. Infelizmente a esquerda está sendo vítima disso. A direita sempre agiu assim, mas a esquerda não.


Defensor da militância por vocação e como forma de defesa dos interesses coletivos, Antônio Marcos afirma que a política atual na acontece pelo conjunto de idéias, mas pela afinidade familiar e as relações de parentesco.

- Acho que isso é um retrocesso político na cidade.


Para Antônio Marcos, o problema não está apenas nos políticos, mas também nos eleitores que não buscam conhecer como funciona cada cargo político, principalmente quais as atribuições do poder legislativo.


- A escolha dos vereadores acontece pela afinidade pessoal, apesar de que ainda há candidatos que representam projetos partidários.


Evangélico da Igreja Assembléia de Deus há dez anos, Antonio Marcos declara que já foi discriminado tanto dentro como fora da igreja, porque ainda há preconceito, em relação a evangélicos e o envolvimento político.


- Eu já tive que me deparar com falas, inclusive no meio acadêmico, do tipo: você é evangélico? Eu nem sabia, por causa do seu envolvimento político na universidade.


No entanto, ele defende que apesar da cooperação entre religião e política, cada uma tem um papel específico. Os cargos públicos devem ser definidos pelos critérios públicos e os cargos religiosos pelos critérios religiosos.


- Acredito, porém, que há uma injustiça do mundo político para com a religião, mas acho que ela precisa ajudar muito a política a se tornar um campo mais transparente, mais justo. O Cristianismo, falo dele porque é majoritário no Brasil, tem valores que podem ajudar muito, como ética, justiça, solidariedade. Isso pode qualificar a política.



Sempre com seu jeito descontraído de se relacionar com as pessoas, Antônio Marcos, brincalhão, quer me cobrar pela entrevista. O valor cobrado foi dois reais. Pode isso? Ele queria receber esse valor absurdo!


Por Thiago Gonçalves, estudante de Jornalismo em Multimeios

Vale Curtas apresenta hoje Mostra Nacional de Audiovisual

O Festival Nacional de Curtas Metragens do Vale do São Franscisco – Vale Curtas apresenta hoje a Mostra Nacional de Curtas no Centro de Cultura João Gilberto, a partir das 20horas. Serão expostas 12 produções nacionais originárias de estados com Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia e Ceará.


Na programação, filmes como Sinais, de João Luiz Freire e Paulo Ballado; A psicose de Walter, de Eduardo Kishimoto, Infância de Anastácia, de Cláudio Marques e Marília Hughes, Com as próprias mãos, de Aly Muritba, entre outros. A programação é aberta ao público e gratuita.


Organizado pela Associação Cultural Artística e Social Raízes, o Vale Curtas visa estimular o desenvolvimento e a produção audiovisual local, promovendo o intercâmbio com a produção nacional através de mostras competitivas e paralelas, além de fomentar o debate e a pesquisa sobre cinema com a participação de cineastas e pesquisadores do audiovisual.

O evento tem como parceiros a Universidade do Estado da Bahia por meio do Departamento de Ciências Humanas, campus III, Centro de Cultura João Gilberto e produção executiva da Alegria Alegria Produções.

Bom Cinema para Todos!