Senhores do Tempo

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Não há idade para voltar a sala de aula. Essa é a lição dos alunos da Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI). Eles são os "Senhores do Tempo".




Fotos:Emerson Rocha

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Os Caminhos de Odó

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Ela chegou apressada com alguns trabalhos para entregar aos alunos. Sempre muito solicitada, durante esse percurso foi parada algumas vezes e, para que a nossa entrevista não atrasasse, disse:

- Vamos logo, Emerson, antes que eu desvie de novo.

Assim, cheia de caminhos, é a vida de Odomaria Rosa Bandeira Macedo ou simplesmente, Odó juazeirense desde o dia 17 de março de 1951, data em que nasceu na Rua Esmeraldo Aragão.

Filha de uma professora de música e de pai que também fora músico, Odomaria encontrou na família a ligação com a arte. Desde criança era obrigada pela mãe a seguir o dom musical. “Minha mãe achava que uma moça tinha que aprender música”, revela.

A vontade de sua mãe era que aprendesse violino. Embora tenha aprendido a usar o instrumento, sentia vergonha por causa da posição que deve ser seguro, apoiado firmemente. O pai, vendo a aflição da filha, que na época tinha apenas nove anos, e para que a mesma não abandonasse os conhecimentos musicais adquiridos, deu-lhe de presente um acordeom, o que a agradou muito. “Eu não perdi o conhecimento que minha mãe tinha me obrigado, mas também não toquei o violino que ela queria”, disse apresentando uma das suas principais características, o sorriso.

Desde então a arte, mesmo que de forma amadora, se tornaria a primeira estrada construída na vida de Odó, que durante o Ginásio virou a cantora do colégio em que estudava. Anos mais tarde, atuou no teatro, onde também escrevia. “Toda a oportunidade que vinha eu procurava me aperfeiçoar”.

Usando vermelho por recomendação de um Pai-de-Santo, que a informou da sua regência no orixá Iansã, aconselhando-a a usar essa cor toda quarta-feira, Odó mostra sinais de um dos caminhos que a vida lhe permitiu traçar. “Desde quando ele me disse isso eu não consigo abrir mão de vestir o vermelho. Mas eu não sou iniciada no candomblé, é mais uma curiosidade por causa da antropologia”, observou Odomaria que é Historiadora e Antropóloga.

Em 1970 Odomaria foi para Salvador estudar na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na capital baiana a jovem juazeirense, que queria ser historiadora, viveu de perto um dos principais momentos da história política do país.

Mesmo sem conhecer bem a sua nova cidade, Odomaria participou de atos de resistência contra a Ditadura Militar. “Eu participei de várias coisas altamente arriscadas. Eu não conhecia nada, se me pegassem nem sabia me situar naquelas avenidas todas”, conta.

Seu jeito de menina do interior, com fala, visual diferente e as opiniões na sala de aula fizeram com que os colegas identificassem o seu potencial político e a envolvesse no movimento, mesmo que nem a própria Odomaria tivesse percebido essa sua característica. “Eu não sacava nada. Estava porque era amiga das pessoas”. Alguns dos seus colegas acabaram sendo presos por tais atos contra os militares.

De volta a Juazeiro, no ano de 1974, Odomaria começava a trilhar mais um caminho em sua vida. Desta vez, ela passou a se dedicar à profissão que a acompanha até hoje: professora. O seu primeiro emprego foi na Escola Dr. Edson Ribeiro.

Seis meses depois retornou a Salvador, para fazer um curso de especialização em Antropologia, com a finalidade de ensinar na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Juazeiro (FFCLJ). Ao fim da especialização, ela retornou à cidade natal e, para sua surpresa, a faculdade ainda não havia sido ativada. Mais uma vez, os caminhos da vida de Odó seguiam para Capital. Em Salvador, passou um ano e, nesse período, ensinou no Colégio Maristas, um dos mais tradicionais da cidade.

Finalmente, em 1985, a Faculdade de Filosofia foi implantada e Odomaria pode assumir o seu posto. Sem as mínimas condições de trabalho, ela e outros professores comprometidos com a instituição, driblaram as dificuldades e tentaram oferecer o melhor aos estudantes. “A gente entrou em uma faculdade que era mais pra fazer números para o governo da época do que pra dar certo”, lembra.

Mesmo sendo criada dentro da recém inaugurada Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a FFCLJ não proporcionou aos professores da instituição uma melhor condição de trabalho. Mas nem essas dificuldades fizeram-na abandonar a Universidade. “A nossa batalha ia desde encontrar uma sala para dar aula até conseguir papel para mimeógrafo. Tudo a gente tinha que fazer, era tudo uma guerra”, recorda.

Odó viveu todos os momentos da UNEB em Juazeiro, especialmente no Departamento de Ciências Humanas (DCH), do qual foi diretora em três oportunidades. Em 1996 saiu vitoriosa na eleição para dirigir o DCH3 por quatro anos, porém em decorrência da mudança do estatuto da Universidade, teve que dirigir o departamento como interina. “Ser diretor interino é super incômodo, ainda mais quando você já foi eleito”, disse.

A segunda gestão veio após a abertura de novas eleições, agora com o mandato sendo por dois anos. Em 1999, com a ausência de alguns nomes importantes do DCH para concorrer ao cargo de diretor, Odó mais uma vez candidatou-se e partiu para sua terceira gestão como diretora. No final de seu terceiro mandato, o curso de Pedagogia, até então o único do departamento, ganhou um prédio próprio que hoje também abriga o curso de Comunicação Social.

Por sua vasta história na UNEB, pelo respeito dos professores, estudantes e funcionários, Odó é considerada por alguns como acervo da instituição. “A gente sabe das normas, das pedras todas do caminho, aí acaba virando referência. A história do acervo deve vir daí”.

Ajudar a preservar a história de Juazeiro, também é um percurso da vida de Odomaria. Ela coordena o projeto de pesquisa responsável por arquivar e preservar o acervo de jornais, revista e anotações guardados por uma das figuras marcantes da história dessa cidade: a Professora Maria Franca Pires.

O projeto é o ânimo a mais para Odó continuar a sua trajetória na UNEB. “Apesar de me dar muito desgaste, é um trabalho que tem me feito muito bem academicamente”, revela.

Ao fim da nossa conversa, com a elegância que lhe é peculiar, Odó perguntou quanto tempo tinha durado a entrevista.

- 56 minutos, respondi.
- Isso tudo? Eu devo ter falado muito, brincou.

Mas, o que seria 56 minutos perto de uma vida cheia de caminhos, iniciada em um dia de sábado, há 58 anos, na estreita Rua Esmeraldo Aragão?




Por Emerson Rocha

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Lançamento de exposição e livro-reportagem no DCH

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A equipe do Arquivo da Professora Maria Franca Pires, projeto de pesquisa e extensão da Universidade do Estado da Bahia Campus III, coordenado pela docente Odomaria Macedo, lançará hoje, a partir das 19h, no Departamento de Ciências Humanas a exposição Espelho, espelho meu: de que modo a Educação aconteceu? Na ocasião, haverá o lançamento do livro Maria Franca Pires: entre papéis e vozes, de autoria da jornalista Juliana Pires Machado.

Esta é a quarta exposição realizada com materiais reunidos pela professora primária em seu acervo pessoal. Nas anteriores, foram apresentadas fotografias, publicidade e imprensa, respectivamente. Desta vez, a educação será o destaque. Documentos, cadernos, revistas, entre outros poderão ser apreciados pelos visitantes. Será uma oportunidade de professores, estudantes e comunidade em geral conhecerem um pouco mais a memória da educação escolar na cidade em diferentes períodos.

A entrada é gratuita e a exposição ficará aberta ao público até 26 de novembro de 2009, nas salas do PROLAB e PROESP do Departamento de Ciências Humanas.

Por Lidmillie de Castro

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Vale Curtir o Vale Curtas!!!

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Eu ia andando pela rua meio apressado, eu sabia que estava super atrasado, cheguei ao Centro de Cultura João Gilberto esbaforido, vi um “cabra arretado” chamado Chico Egídio e, como de costume, fui cumprimentá-lo. Desajeitado, fui tomar o vão da escada para chegar ao teatro quando fui surpreendido por uma garota que me perguntou, de soslaio: “Você teve algum vídeo selecionado?”. “Sim”, respondi. E ela: “Será que você poderia dar uma entrevista?”. Claro, pois não, mas o que é que eu fiz, se é documento eu tenho aqui. Ela disse: “Pode sentar aí mesmo que a gente passa para o outro lado”...

E, realmente, passaram para o outro lado. O lado da criação, do enquadramento, das possibilidades infinitas que a luz, a câmera e a ação proporcionam para quem faz do audiovisual um exercício de autoconhecimento e de aprofundamento dialógico com o que constitui a nossa identidade cultural ou os outros de nós mesmos...

Ao meu redor, estudantes de escolas públicas de Petrolina-PE, participantes de uma das cinco oficinas de documentário em curta-metragem que o Ponto de Cultura Cine Raiz já ofereceu em cinco meses de atuação. “Todo mês, a gente escolhe uma escola pública e faz o convite aos alunos. Em média, 15 pessoas participam da oficina”, afirma Chico. Além do Cine Raiz, há o projeto “Curta em Curso”, possibilitado pelo 2º Edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco. Com a orientação da cineasta Maria Pessoa, quatro curtas em película (16mm) foram produzidos em Petrolina.

Com o suporte teórico e prático, os alunos do “Cine Raiz” se dividem entre as funções cinematográficas e passam a experimentar o olhar nos retratos em comum sobre a própria comunidade em que a escola está inserida. Além do amor eterno, a consciência é convocada para desvendar, por exemplo, as faces do José e Maria - bairro de tradicional resistência cultural em Petrolina. Dentro do samba audiovisual, um domingo no parque ou mesmo o pátio da feira podem ser o mote para a concretização de sonhos de papel. Como o projeto tem três anos de duração, 36 documentários em curta-metragem devem ser produzidos. E haja Inclusão Audiovisual...

Na programação do Vale Curtas - Festival Nacional de Curtas-Metragens do Vale do São Francisco - razão de minha pressa em chegar ao Centro de Cultura, a sexta-feira é dedicada à mostra da oficina cinematográfica “Curta em Curso” e do Ponto de Cultura “Cine Raiz”. Os nove curtas anunciados no parágrafo anterior serão exibidos. Para deleite de Eduardo, um dos destaques da oficina “Cine Raiz – Inclusão Audiovisual”, e que agora dirige o making of do Vale Curtas. Com a maturidade de quem já fez um passeio cinematográfico pelas raízes de sua comunidade, Eduardo (a La Coutinho) foi o responsável por conduzir a minha entrevista. Sábado de manhã o material será editado e, à noite, exibido, no encerramento da terceira edição do Vale Curtas. Um festival que, como Solange faz questão de ressaltar, “a cada ano tem se consolidado a nível nacional”...

E os números não dizem outra coisa. Este ano, 172 curtas foram inscritos para concorrer nacionalmente, 29 a mais do que no ano passado. Chico sabe o porquê: “Os produtores sentem que o festival é sério. Respeita as normas do fórum de festivais”. E, por isso mesmo, têm confiança em inscrever o curta para ser avaliado por um grupo seleto, composto pela professora Clara Angélica - da Universidade Federal de Pernambuco, pela coordenadora de audiovisual da Fundarpe, Carla Francine, a cineasta Maria Pessoa e Esmom Primo, coordenador-geral da Mostra Cinema Conquista.

No dia internacional da animação, “O anão que virou gigante”, de Marão, selecionado no festival do ano passado, desfilou por mais de 400 cidades, além de “Silêncios e sombras”, de Murilo Hauser, selecionado este ano. Coincidências como estas indicam que o Vale Curtas, promovido pela Associação Raízes, está trilhando um caminho primoroso, com a fé e a coragem que impulsionam Chico, Solange, Eduardo e tantos outros amantes eternos da sétima arte. É por essas e outras que Vale a pena Curtir o Vale Curtas...


Por Luís Osete

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Tijuaçu, "O Lagarto Grande"

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Vagando por caminhos desconhecidos, cansadas da caminhada e da vida escravizada, há 200 anos três mulheres param numa lagoa a 376 quilômetros de uma senzala perto de Salvador, local de onde fugiam, para descansar os pés fatigados e matar a sede de água, de paz e liberdade negada. Foi neste lugar que essas guerreiras decidiram ficar e depositar a esperança de uma vida digna. E conseguiram: construíram Tijuaçu, “O Lagarto Grande”, localizado a 23 quilômetros da cidade de Senhor do Bonfim-Ba. Hoje, lugarzinho pacato, onde quase todo mundo é parente, vive da plantação, do acarajé e do samba de lata, que traz no olhar as evidências da luta, da força e da perseverança de um povo marcado pelo sofrimento, mas com um brilho no sorriso, inigualável.






Texto e Fotos: Edilane Ferreira

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Vale Curtas começa neste sábado

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Começa hoje a terceira edição do Festival Nacional de Curtas-metragens do Vale do São Francisco. A abertura será a partir das 19h no Centro de Cultura João Gilberto.O evento pretende estimular o desenvolvimento e a produção audiovisual local e promover o intercâmbio com a produção nacional.

Em outros pontos de Juazeiro e Petrolina, atividades culturais serão desenvolvidas. Ao todo foram inscritos 172 filmes de todas as regiões do Brasil.

Este ano, o festival tem como diferencial a apresentação de filmes produzidos na região, resultantes das oficinas Curta em Curso e Cine Raiz.

Confira a programação: http://www.valecurtas.com.br/programacao.html

Redação MultiCiência

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“Sempre fui dos livros!”

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Quem freqüenta a biblioteca da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, provavelmente já foi auxiliado por um rapaz solícito e risonho. Regis, como é popularmente conhecido, é um dos responsáveis pela classificação e organização dos livros. Mas, apesar de ser conhecido pelos alunos, muitos não sabem nada de sua história.


Em meio a livros de Comunicação, Filosofia, Direito e uma imensidão de outros temas, Regivaldo José da Silva, Régis, como é mais conhecido, sente-se à vontade para contar um pouco de sua vida. Ele, que já atendeu dezenas de alunos da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em Juazeiro, sentiu-se surpreso com meu convite para escrever um perfil sobre ele. “Sobre mim? Você quer escrever sobre mim?”, questionou-me com sorrisos.

Aos 42 anos, o bibliotecário formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Pós-Graduado em Didática do Ensino Superior e Especialização em Ensino da Comunicação Social, prestou vestibular por influência de um amigo. “Num final de ano acompanhei um grupo de amigos na inscrição do vestibular. Eles incentivaram para que eu fizesse a minha inscrição e eu disse: ‘Mas não vai dar, faz seis que anos que eu não pego em um livro!”, relembra. O rapaz que escolheu Biblioteconomia e Museologia, como segunda opção, passou no vestibular na primeira tentativa e é completamente apaixonado pelo que faz. Com brilho no olhar, Regis conta que adora o serviço técnico e passar a informação correta para o usuário. “Isto é um prazer indescritível”, confessa.

Filho de pedreiro aposentado e uma dona de casa já falecida, Régis lembra que sempre foi um menino estudioso, gostava de compartilhar livros com os amigos e vizinhos. Nunca foi de correr, brincar, preferia os livros. “Eu fui um menino muito chato. Só gostava de estudar e de ler” diverte-se. Quinto filho de um total de seis, conta que, aos sete anos, mudou-se de Jaguarari (BA) para Petrolina (PE), devido ao trabalho do pai. Aos onze, foi morar com sua irmã mais velha Raílda, que praticamente lhe criou, em Campo Formoso (BA). Ao completar 19 anos, resolveu morar e trabalhar em São Paulo, onde passou mais um ano de sua vida. “Foi muito enriquecedor, morava em Santo André e trabalhava no centro de São Paulo, era uma loucura. Eu pegava um ônibus, um metrô e um trem para ir trabalhar, mas adorava aquela vida”, recorda-se.

O bibliotecário, que morou 16 anos em Salvador, trabalhou como recepcionista de hotel e prestou assessoria de comunicação em bancos da capital. Há seis anos, mora na cidade de Juazeiro. Ele coordena nos períodos da manhã e da tarde, a biblioteca do campus III, da UNEB. “Eu já estava saturado de Salvador e também era uma oportunidade de ficar mais perto do meu pai, já que passei muito tempo morando fora”, confessa.

Régis trabalha também como bibliotecário, à noite, na Faculdade São Francisco de Juazeiro (FASJ). “Lá foi mais tranquilo porque eu peguei tudo do zero, com todo o material novinho e só depois de dois anos de trabalho foi que a faculdade abriu. Então, tive muito tempo para fazer o trabalho técnico todo direitinho” comenta. Na FASJ, Régis também já atuou como professor de Mídia e reconhece a necessidade de haver na biblioteca um centro da divulgação do conhecimento.
“Na Universidade a biblioteca é à base de tudo. Do estudo, da pesquisa e da extensão” afirma Régis, que ‘briga’ por uma maior quantidade de exemplares nas prateleiras, por climatização adequada e por salas de estudo em grupo e individuais. “Recursos que consigam atender às necessidades da comunidade unebiana”,completa.

Como projeto a ser realizado no futuro, Régis pretende cursar mestrado e falta apenas decidir a qual linha se dedicar. “Pensei em estudar Sociologia da Mídia, que é uma coisa que me interessa. Penso também em Produção do Conhecimento, que me instiga muito”, relata que também tem desejo de voltar a dar aulas. Quando questionado se deixaria o trabalho como bibliotecário, Régis é elusivo: “vai depender muito das oportunidades que aparecerem, porque as duas coisas (a biblioteca e a sala de aula) me satisfazem completamente. Nas duas, me sinto feliz. Então, onde estiver melhor, vou ficar”.

por Isabella Mendes

foto Emerson Rocha

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