Jornal, Cultura, Política na cidade de Juazeiro anos anos 80 em debate hoje no DCH-UNEB

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Acontece, nesta quarta-feira (16/2), na programação da “Exposição 30 anos da Tribunda da Luta Operária: O Jornal como Lugar de Memória”, a mesa redonda “Jornal, Cultura e Política em Juazeiro nos anos 80” com a participação de militantes, ex-militantes, ativistas políticos, músicos que poderão relembrar acontecimentos relevantes da história local.

Participam do evento como palestrantes Paulo César Andrade, eleito vereador no ano de 1982 pela legenda do Partido Democrático Brasileiro (PMDB), legenda na qual se abrigaram os militantes do partido, à época clandestino; Ernani Ribeiro, coordenador do Comitê Diretas Já! em Juazeiro no ano de 1984; Mauricio Dias (Mauriçola) que contará a experiência de músico e da importância da cultura na cidade, e Paulo Marcos (Parlim), que falará da experiência do Berro D´Água , jornal alternativo, satírico e de humor.

Na sexta-feira (18/12), acontece a exibição do filme “`Peões”, de Eduardo Coutinho, e no sábado exibição de videoclips e show anos 80. A visitação da Exposição ocorre durante todo os dias até sábado, no horário das 9h às 12h, e das 14h às 21h.

Redação MultiCiência

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Abertura da Exposição Multimídia 30 anos da Tribuna da Luta Operária: o jornal como lugar de memória

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A Exposição Multimídia 30 anos da Tribuna da Luta Operária: o jornal como lugar de memória, projeto de pesquisa coordenado pela professora do Departamento de Ciências Humanas (DCHIII), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, Andréa Cristiana Santos, começou ontem no DCH e vai até o dia 19 de dezembro. Os visitantes podem ver algumas edições do jornal fotodigitalizadas ou em CD-ROM. Durante a abertura antigos militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) relembraram as histórias do partido e puderam se ver nas capas da TLO.





Fotos: Emerson Rocha



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Poesia

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Um leitor do MultiCiência nos encaminhou um belo poema, no qual brinca com as palavras e os sentidos que elas nos provocam. O poema não tem título, bem ao estilo de Fernando Pessoa e o brasileiro Manoel de Barros. O poema revela o futuro de um comunicador que sabe lidar com as palavras.

Convenção mais aborrecida,
ter que viver só em si
Prefiro viver nos outros.


Lembranças integrantes;
histórias,
ventos construtores;
percursos,
sentimentos escultores;
semblantes.


Convenção mais egoísta,
ter que aprender só para si
Prefiro aprender nos outros.


Experiências integrantes;
histórias,
sabedorias construtoras;
percursos,
vivências escultoras;
semblantes.


Convenção mais idiota,
ter que obedecer para ninguém
Prefiro escapar de mim.
Ando,
provo,
conheço.


Violento sem quebrar marcas
sem magoar nada
sem deixar ninguém.
Ser etéreo em existências,
invado, quebro, magoo, deixo
e desconvidado, comparo o dentro e a face.


E observo
e absorvo.
Disfarço que existo em mim,
jogo forçado e fujo,
prefiro o desconhecido.
Minha existência é o longe.


Um Cara Ae

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Antiga Estação Ferroviária de Juazeiro-BA

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A fotojornalista em Multimeios Patrícia Telles registrou instântaneos da Estação Ferroviária Leste Brasileira, a única que ainda permanece na cidade de Juazeiro, mesmo em estado decadente, abandonada pelo poder público e degradada pela ação de vândalos e da comunidade. O patrimônio público, situado na Av. Teodoro Sampaio, foi criado em 1876 e representou uma importante via de transporte e comércio pelo sertão baiano.

por Redação MultiCiência






Patrícia Telles



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Tese conta história do Ginásio Rui Barbosa

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O professor José Roberto Gomes Rodrigues, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), apresentará a sua tese de doutorado “Ginásio Ruy Barbosa: a sócio-gênese de uma instituição escolar (1953/1963)”, em seminário realizado hoje (quinta-feira), às 18h45, no Campus III, em Juazeiro. Com apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal, o seminário tem participação de especialistas em educação.

“Encontrei em Juazeiro uma instituição de ensino que parecia isolada do universo da Bahia e do Brasil, mas que, bravamente, na sua origem, enfrentou relações de força e de violência simbólica iguais a outras instituições desse universo”, assinala o professor José Roberto Rodrigues. Na prática, com esse seminário, segundo ele informa, serão iniciadas as atividades do Instituto de Estudos e Projetos Educacionais Prof. Agostinho Muniz, entidade que se destina a desenvolver um avançado e revolucionário projeto educacional, com a parceria da Prefeitura de Juazeiro e da Uneb.



A parte importante do seminário será a conferência do professor José Roberto, que vai falar sobre a sua tese de doutorado, audaciosamente defendida, este ano, na Universidade de São Paulo (USP), uma das mais consagradas universidades do Brasil. Como professor do Departamento de Ciências Humanas da Uneb/Juazeiro, área de História da Educação, ele procurou desvendar, compreender e explicar a história do Ginásio Ruy Barbosa, exorbitantemente criado no ano de 1953, por um movimento popular, quase que à revelia do Governo do Estado da Bahia. Com uma grande luta e choques de interesses contrariados que causou a uma certa elite da cidade de Juazeiro, o ginásio somente foi reconhecido e oficializado, dois anos depois, com a presença marcante do Governador do Estado, na época, Antônio Balbino.

“O que marca a distinção dessa instituição é a forma como se processa a sua construção sócio-histórica, permeada por um conjunto de relações, ações e condutas de diversos agentes implicados nessa luta”, comenta o professor José Roberto.


Participarão o prof. João Augusto Rocha, da Escola Politécnica, ex-Adjunto para Assuntos de Graduação da Ufba, e um dos maiores especialistas sobre as teses do educador Anísio Teixeira, que teve relações com a criação do Ginásio Ruy Barbosa; o jornalista Agostinho Muniz, filho do professor Agostinho, assim como a professora doutora Alda Muniz Pêpe, integrante do Conselho Estadual de Educação; a professora doutora Dinéa Muniz, do Departamento de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Ufba; o professor Elmo Jose dos Santos, da Ufba, e o professor Paulo José de Oliveira, coordenador pedagógico da Secretaria de Educação do Estado.

Divulgação/Agostinho Muniz

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Campanha pelo fim da violência contra a mulher termina hoje com debate sobre Direitos Humanos

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Do dia 20 de novembro até 10 de dezembro, a cidade de Juazeiro foi palco da campanha de “16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, coordenada pela Biblioteca da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O evento começou com uma vigília na Praça Dr. José Inácio da Silva e encerra, hoje, com a palestra "Sem a mulher os Direitos não são Humanos", com a participação dos professores Andréa Cristiana Santos e Reginaldo Gomes, no Auditório Tadeu Severino, no Departamento de Tecnologia e Ciências Socais (DTCS), da UNEB, às 16horas.

O Coordenador da Biblioteca do campus III, Regivaldo José da Silva, avalia de forma positiva a campanha. “Foi extremamente positiva, fizemos parcerias maravilhosas com o CIAM, DST-AIDS, Delegacia da Mulher e outros parceiros que fizeram com que o nosso evento tivesse uma visibilidade maior. No ano passado, a campanha foi muito tímida e não teve o público esperado”, conta.

Ele também falou sobre a receptividade das pessoas durante o evento. “Foi maravilhosa e cada vez maior. Na abertura não teve um grande público, mas os outros dias surpreenderam e a partir do ano que vem todas as bibliotecas da UNEB irão promover a campanha pelo fim da violência contra as mulheres”, afirma Regivaldo.

Embora a campanha termine oficialmente no dia 10, quem for à biblioteca do Campus III poderá admirar a Exposição Mulheres, flores, formas e cores, da artista plástica Zilma Tanajura Machado. A exposição é composta por sete obras caracterizando as notas musicais inspiradas em letras de Música Popular Brasileira com nomes de mulheres, feitas em papel machê.

Por Emerson Rocha


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Exposição mostra parte da história política do país nos anos 80

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A imprensa pode evocar uma memória de um tempo e contexto histórico? O jornal seria capaz de organizar um coletivo partidário? Em busca de resposta a estas perguntas, pesquisa desenvolvida no Departamento de Ciências Humanas (DCH), campus III, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), investigou como um jornal partidário organizou um coletivo de militantes na cidade de Juazeiro, Bahia, nos anos 1980.

O resultado da pesquisa é a Exposição Multimídia 30 anos da Tribuna da Luta Operária: o jornal como lugar de memória, que será aberta ao público na próxima segunda-feira (14/12), às 18h, no DCH-III, UNEB, sala PROESP. Na abertura, haverá o lançamento de uma plataforma digital (DVD-Rom) com as 184 edições doadas pelo militante Hugo Pereira.


A plataforma digital, desenvolvida pelo pedagogo Moésio Belfort e por Wllyssys Wolfgang, estudante de Jornalismo em Multimeios e bolsista da Fundação de Amparo ao Estado da Bahia (FAPESB), ficará disponível para pesquisadores, educadores e interessados na história política do país.

Durante três anos, pesquisadores do projeto A Tribuna da Luta Operária e a organização do Partido Comunista do Brasil (PC do B) procuraram entender como o jornal, nascido em 1979, promoveu a circulação de uma proposta ideológica e divulgou os principais acontecimentos que marcaram a transição democrática até 1988, data em que o periódico deixou de circular. Para sistematizar as informações, foram feitas análise de conteúdo do jornal, um banco de dados com a fotodigitalização das edições e entrevistas com 12 ativistas políticos da década de 80.

Para a coordenadora da pesquisa, a jornalista e professora do DCH III-UNEB, Andréa Cristiana Santos, o estudo identificou práticas sociais e culturais vinculadas ao grupo de leitores que consumiu o jornal, como a organização do PC do B a partir de um grupo de estudantes de Agronomia, da Faculdade do Médio São Francisco (FAMESF), hoje Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais. Também é possivel identificar a participação em movimentos como Diretas Já! e a eleição de Paulo César Andrade no ano de 1982, pelo Partido Democrático Brasileiro (PMDB), legenda na qual se abrigaram os militantes do PC do B, impedido de atuar legalmente pelo regime militar.

A professora ressalta ainda que a pesquisa procurou incentivar os alunos do curso de Comunicação Social Jornalismo em Multimeios a realizar estudos sobre a história política local e de parte da esquerda brasileira uma vez que o conhecimento da história social é imprescíndivel para a formação do profissional. Em períodos distintos, participaram da pesquisa Audimara Genipapeiro, Itamara Santos, Thaic Carvalho, bolsistas do projeto, Verusa Pinho e o professor Flávio Ciro, como colaboradores.

Responsável junto com Moésio Belfort pelo desenvolvimento do DVD-Rom e pelas edições fotodigitalizadas, Wllyssys Wolfgang afirma que “a idéia do banco de dados é permitir a difusão do conhecimento aos pesquisadores, políticos, estudantes e curiosos. Mas o material permite ainda o desenvolvimento de outras linguagens multimídia, como a realização de slides show”.

O resultado é um acervo digital que estabelece um “lugar de memória’, no qual o visitante poderá relembrar os principais acontecimentos dos anos 80 como os movimentos sociais no campo e na cidade, os planos econômicos para controlar a inflação, a luta pelas Diretas Já!, a morte de Tancredo Neves, entre outros.

Ao longo da semana, a Exposição Multimídia ficará disponível à visitação do público no DCH-III a partir do dia 14 a 19 de dezembro, no período das 9h às 12h; e das 14h às 21h. Também irá acontecer a mesa-redonda “Jornal, Política e Cultura”, no dia 16/12; exibição do filme Peões, no dia 18/12; videoclips e um show com músicas dos anos 80, no dia 19/12. Para mais informações, acesse o blog Tribuna.



Divulgação Projeto de Pesquisa História da Imprensa em Juazeiro

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