II Seminário da Agroindústria discute barreira fitossanitária

. 21 agosto 2010


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O Vale do São Francisco é responsável hoje por 98% das exportações de uva e 92% das exportações de manga do Brasil. Contudo, 75 mil toneladas de toda safra são jogadas no lixo devido às pragas. Com o propósito de agregar mais valor à produção de frutas e fortalecer a agroindústria do Vale do São Francisco, o diretor da biofábrica MOSCAMED Jair Virgínio apresentou quinta-feira (19/08) no II Seminário da Agroindústria do Vale do São Francisco a palestra: Por que o Vale do São Francisco deve buscar se agroindustrializar ?

Na palestra, o diretor Jair Virginio discutiu sobre as barreiras fitossanitárias, a importância da proteção e o controle das pragas no território nacional. Também foi apresentado o projeto da implantação da primeira barreira fitossanitária brasileira no Vale do São Francisco, que vem sendo discutida no segmento. A medida poderá diminuir a quantidade de pragas que entram no território brasileiro e conter através de monitoramento as encontradas na região como Mosca-das-frutas, Cochonilha, Ácaro e Broca-da-mangueira.

Medida utilizada em países como a Rússia e México, a barreira fitossanitária terá o objetivo de fiscalizar a saída e entrada de frutas com o objetivo de evitar a contaminação de plantações. “Constantemente vivemos sob ameaça dos importadores. O estabelecimento de uma barreira fitossanitária impedirá a entrada de doenças. Contudo, hoje não há o cuidado com as questões sanitárias. Assim como podemos competir com o mundo?”, questiona o diretor da moscamed durante a palestra.

Por Juliane Peixinho

Foto Emerson Rocha