Biodiversidade

. 05 julho 2012


Fauna da Caatinga é exposta em museu

Texto: Amanda Santos
Fotos: Patrícia Lais
Inauguração do Museu da Fauna e da Caatinga no Campus de Ciências Agrárias da Univasf
 O bioma nordestino constitui um ambiente rico em diversidade, mas ainda falta o conhecimento da sociedade sobre a fauna e a flora. Para divulgar a variedade da biodiversidade, foi inaugurado o Museu de Fauna da Caatinga, no Campus de Ciências Agrárias, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).

Patrícia Avella Nicola
A pesquisa teve início em 2008 com os professores Patrícia Avello Nicola e Luiz Cézar Machado Pereira, que realizaram o mapeamento, análise e reabilitação de animais silvestres, realizado por outras iniciativas do Projeto de Integração Nacional de Águas do Rio São Francisco. A intenção era que as pesquisas realizadas na academia pudessem ser acessíveis às pessoas. “Isso é muito importante pra sociedade, porque ela só consegue preservar aquilo que conhece e o museu oferta esse momento de reconhecimento do ambiente nordestino”, declarou a coordenadora, Patrícia Avella Nicola.

Em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Polícia Rodoviária Federal, os pesquisadores puderam criar uma estrutura para recuperar as espécies, vítimas de acidentes nas estradas ou recolhidas em operação de contrabando de animais silvestres. Os animas que não progridem com o tratamento são direcionados a estudos de genética e, posteriormente, são empalhados e expostos no museu.

Ouriço-cacheiro, veado catingueiro, cachorro-do-mato e teiú, além dos invertebrados como as libélulas, besouros e gafanhotos compõem a fauna silvestre exposta no museu. Em média, mais de 20 espécies fazem parte do acervo que conta ainda com um aquário com diversos peixes pequenos encontrados em rios e lagoas.
  
O Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, ressaltou a importância do museu e da participação dos alunos envolvidos na pesquisa na Rio+20, onde foi exposto o trabalho arqueológico de genética ambiental, importante para a região do semiárido. Declarou ainda que são necessários investimentos em educação para que o conhecimento seja um bem de todos.

Na inauguração do museu, também estiveram presentes alunos da Escola Municipal Boscardin, que se mostraram atentos durante a exposição. “Estou achando muito legal, eu nunca tinha conhecido um museu assim. É muito importante, pra gente do Ensino Médio conhecer a ciência. Isso vai ajudar muito a quem se interesse por esse assunto, porque o que tem aqui é muito cativante!”, disse a aluna Jaisla da Silva Santos, do 9º ano.

Alunoda Escola Municipal Boscardin
O Museu conta com laboratório de taxidermia, biblioteca, laboratório de geoinformática, quatro salas com alguns dos espécimes da fauna do semiárido, telas touch screen no espaço de exposição – com dados do mapeamento dos animais e vídeos educativo-ambiental. As visitas podem ser feitas de terça à sexta-feira, das 14h às 18h, para grupos maiores de 10 pessoas. É necessário agendamento prévio de terça a quinta-feira, no horário das 9h às 11h, pelo telefone (87) 2101-4818.

Mais informações acessem: www.cemafauna.univasf.edu.br