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| Foto: Arquivo Pessoal |
Laíse Almeida é a “moça bonita” que na sua rotina transita entre o comércio informal e o sonho em ser advogada”
Railene Borges: “Tornei-me manicure pelo olho e um dom que Deus me deu"
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| Foto: Arquivo Pessoal |
Djalma, um marceneiro movido pela curiosidade , dedicação e amor à sua arte
A arte das tranças afro que brota das mãos de Israiane Brito
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| Foto: Divulgação |
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| Foto: Luan Barros |
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| Foto: Luan Barros |
Reilde Pereira - Uma costureira antenada com as transições da moda entre revistas tradicionais e plataformas digitais
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| Foto: Maria Luiza do Nascimento |
Profissões: Multiciência publicará série de perfis de microempreendedores independentes
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| Foto: Reprodução/Internet |
EMANUEL ANDRADE: A LEITURA DE MUNDO QUE COMEÇA NO “QUINTAL”
O passo seguinte foi o ingresso no curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Recife, onde aprofundou a formação e ampliou os horizontes profissionais. Durante a graduação, viveu experiências fundamentais para a formação jornalística, atuando como estagiário no Cedoc e na produção da Rede Globo Nordeste, e como repórter do Diário Oficial do Estado
A partir da sua formação, sua trajetória se expandiu por diferentes frentes do jornalismo profissional: assessorias de imprensa em organizações públicas e privadas, editoria de revistas e coordenação de projetos de comunicação política e cultural, com reportagens produzidas em diversos municípios do Sertão pernambucano e em áreas da Bahia.
Nesse período, as coberturas investigativas e policiais lhe deram contato direto com as contradições sociais e os desafios éticos da profissão. Entre as experiências mais simbólicas no exercício de sua profissão, Emanuel destaca a passagem pelo Jornal do Commercio, em Recife (1997-2008), onde integrou equipes responsáveis pela produção de cadernos especiais. Um deles abordou o centenário do fim da Guerra de Canudos que o levou a esse município, no interior baiano, no ano de 1997, para acompanhar de perto como a comunidade ainda percebe os rastros do conflito e a figura de Antônio Conselheiro.
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| Foto: Emerson Rocha / g1 Petrolina |
Emanuel ainda integrou o projeto coletivo literário “Uma Geral do Brasil - Histórias de um menino ribeirinho” (2015), em homenagem à vida e trajetória do cantor e compositor Geraldo Azevedo, com foco em sua origem ribeirinha e sua ligação com o Vale do São Francisco. Durante a pandemia da Covid-19, lançou o livro de poemas “Nada será como antes” (2021), em formato virtual - Ebook, no qual a escrita surge como forma de resistência e cuidado em tempos de incerteza.
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| Foto: Arquivo Pessoal |
Emanuel consolidou uma trajetória acadêmica marcada pela reflexão crítica sobre a comunicação, construída a partir do diálogo entre teoria, prática profissional e território. Desde 2005, é professor do curso de Jornalismo em Multimeios da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus III, em Juazeiro, onde ministra disciplinas como Introdução ao Jornalismo e Redação Jornalística I e II.
Para além da sala de aula, Emanuel integra projetos de extensão e pesquisa que articulam educação, comunicação e realidade social. Entre eles, destaca-se o Polifonia, grupo de pesquisa dedicado a investigar as interfaces da comunicação com os contextos culturais, sociais e educativos do Sertão do São Francisco, reafirmando o compromisso com uma produção de conhecimento situada e socialmente referenciada.
Em 2014, esteve à frente da Multiciência, atuando como coordenador da Agência de Notícias. Ainda que breve, essa experiência foi marcada por uma contribuição à formação de novos jornalistas, fortalecendo a produção de conteúdos autorais e o compromisso ético com a comunicação pública. Sua trajetória nesta agência, no entanto, é mais ampla e contínua, marcada pela colaboração frequente com textos autorais voltados à música e à cultura da região, além do trabalho de edição e acompanhamento das produções dos alunos, especialmente no âmbito da disciplina Redação Jornalística II.
Para Emanuel, apesar das profundas transformações tecnológicas e das novas linguagens que atravessam o jornalismo contemporâneo, a essência da profissão permanece inegociável: a busca pela verdade, a verificação rigorosa dos fatos, a ética e o compromisso com o interesse público. Em um cenário marcado pela desinformação e pelas disputas narrativas, ele defende que a credibilidade deve seguir como algo primordial do jornalista.
Ao se dirigir às novas gerações, evita oferecer fórmulas prontas, preferindo estimular a leitura de mundo que começa no “quintal”, assim como o respeito às fontes, a escuta atenta e a clareza quanto ao objetivo real de cada pauta. Entre incertezas e reinvenções, Emanuel Freire aposta na formação sólida, humanística e ética como caminho possível para sustentar o jornalismo, de ontem, hoje e amanhã.
Por Eugênia Cruz, estudante de Jornalismo em Multimeios e colaboradora do MultiCiência.
Do Semiárido baiano para o espaço: conheça o projeto Cactus Rockets Design
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| Foto: Arquivo do Cactus Rockets Design |
A CRD vem colocando o semiárido no radar da engenharia aeroespacial. Vinculado ao Colegiado de Engenharia Mecânica (CENMEC) da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o grupo é composto por estudantes que unem teoria, prática e inovação no desenvolvimento de foguetes-modelo para competições nacionais e internacionais.
O projeto de foguetemodelismo tem o objetivo de colocar em prática, os conhecimentos adquiridos pelos estudantes ao longo da graduação. Atualmente, a equipe conta com 40 integrantes oriundos dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Computação e Engenharia Elétrica, o que garante uma atuação multidisciplinar no desenvolvimento dos protótipos.
‘‘A participação em um projeto como a Cactus contribui para a formação dos integrantes ao nos colocar em contato com desafios reais, que vão muito além do conteúdo visto em sala de aula. O desenvolvimento dos foguetes exige pesquisa, planejamento, tomada de decisão, trabalho em equipe e responsabilidade técnica, promovendo uma formação mais completa e aplicada.” explicou Fernanda Freire, atual diretora executiva e capitã da equipe.
Em 2024, o projeto voltou a subir ao lugar mais alto do pódio com o foguete Kepler, vencedor do Festival Regional de Minifoguetes (FRMF), na categoria de 200 metros. Já para 2026, o Cactus se prepara para competir novamente na LASC com dois novos projetos: o Joliot, na categoria de 1 km, e o Bouman, voltado para a categoria de 3 km. Além do apoio institucional da UNIVASF, o Cactus Rockets Design conta com um sistema de patrocínios fundamentais para a manutenção e o avanço das atividades do projeto.
Neste momento, a equipe se encontra no período pós-competição com foco na elaboração de relatórios técnicos e, em momentos de brainstorm(tempestade de ideias), que irão nortear o próximo ciclo de desenvolvimento, previsto para 2026. A proposta é seguir aprimorando os protótipos e ampliando a presença do Semiárido no cenário da engenharia aeroespacial. “Desenvolver essa tecnologia aqui significa valorizar o território, formar talentos localmente e mostrar que o Semiárido também é um espaço de produção de conhecimento, inovação e futuro”, declarou Fernanda Freire.
Por: Anne Carvalho e Gabriel Matos, estudantes de Jornalismo em Multimeios na UNEB e colaboradores do MultiCiência.















