Mural Galeria homenageia o trabalho de Euvaldo Macedo Filho

Será inaugurado, nesta quarta-feira (28/01), a partir das 18 horas, no Canto de tudo, no Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, um espaço para exposições de trabalhos fotográficos, o Mural Galeria fotógrafo Euvaldo Macedo Filho.

A galeria terá um caráter fotojornalístico e/ou foto-documental. “O nome de Euvaldo é uma homenagem ao trabalho de destaque que ele realizou em Juazeiro”, diz o coordenador do projeto, Flávio Ciro. “É dele o mais completo panorama fotográfico juazeirense produzido entre os anos de 1975 a 1982”, acrescenta.


Euvaldo Macedo Filho era um fanático criador de imagens. Produziu muitos textos em letras e fotografias. Suas obras resgatam alguns elementos dos costumes de uma época, reconstituindo a memória cultural da região ribeirinha do São Francisco.

O Mural Galeria realizará, ao longo de cada semestre, três exposições de diferentes fotógrafos. A mostra “Cotidianos – uma re-visão do olhar” de Euvaldo Macedo abre a galeria com 24 fotografias, e apresenta instantâneos da realidade de Juazeiro no passado e do seu cotidiano. De acordo com Flavio Ciro, as fotografias de Euvaldo registram pescadores, o rio, a rotina da cidade durante as décadas de 1970 e 1980.

“Cotidianos – uma re-visão do olhar” fica exposta até o dia 19 de fevereiro. O horário de visitação é de segunda a sexta das 14h às 22h, e aos sábados, das 14h às 18h. Além da exposição inaugural, será exibido o curta-metragem “Santa”, um vídeo composto por imagens capturadas por Euvaldo, com montagem e edição do produtor Chico Egídio e da professora Giovanna De Marco.

Dando continuidade a programação da galeria, no período de 20 de fevereiro a 11 de março, o mural expõe alguns dos trabalhos do consagrado fotojornalista, Robert Capa. E para fechar o primeiro ciclo do projeto, do dia 12 de maio a 5 de abril a exposição será do fotojornalista Evandro Teixeira.


Por: Luciana Passos
Fotos do acervo de Euvaldo Macedo Filho

Inauguração da Galeria Euvaldo Macedo Filho


Acontecerá na próxima quarta-feira (28/01), a partir das 18h, no Departamento de Ciências Humanas da UNEB, a inauguração do Mural Galeria Fotógrafo Euvaldo Macedo Filho, reduto da fotografia documental e do fotojornalismo, em Juazeiro/BA. Em sua primeira exposição, o Mural expõe o trabalho do fotógrafo homenageado: Euvaldo Macedo Filho em "Cotidianos – uma re-visão do olhar".



O trabalho de Euvaldo abre o calendário de exposições da Galeria por ser o principal inspirador do projeto: "Não importa se a foto será ou não publicada. O importante é a documentação, é o fotojornalismo como registro da história", costumava falar Euvaldo Macedo. É dele o mais completo panorama fotográfico juazeirense produzido entre os anos de 1975 a 1982. A curadoria da Exposição é do fotojornalista Flavio Ciro, e monitoria de Silvana Costa e Cecílio Ricardo, alunos do curso de Comunicação Social- Jornalismo em Multimeios.


Além da exposição inaugural, será exibido o curta-metragem "Santa", sob a supervisão e comentários do produtor cultural Chico Egídio. O filme é composto por imagens capturadas em Super-8 por Euvaldo e recuperadas recentemente.


A Galeria ficará aberta ao público no período de 28 de janeiro a 19 de fevereiro, segunda a sexta das 14h às 22h; sábados das 14h às 18h.

Da Redação

Por uma Cultura de respeito aos Direitos Humanos

A dor da gente não sai nos jornais. Nessa estrofe cantarolada por Chico Buarque em 1975, os compositores Luiz Reis e Haroldo Barbosa parecem vaticinar a falta de sensibilidade que nos acomete quando lemos sobre crimes ou quando incorremos no desrespeito aos direitos humanos. Diariamente, lemos, assistimos e ouvimos notícias sobre crimes e prisões, compartilhando uma roda-viva de morte e violência.

Algumas das notícias se referem a dor de Joana, como fala a canção. Desesperada, Joana decide se suicidar quando se depara com o abandono de João de Tal. Medicada, ela volta para casa. Sozinha, defronta-se com a sala vazia e com uma notícia de que tentou se matar. A dor de Joana se encerrou ai. Para os jornais, telejornais, rádios, claro! Não importa o motivo. Quem escreve a notícia parece pressupor que o leitor não quer saber o porquê do desespero de alguém que procura interromper a vida. A dor de Joana não precisa sair nos jornais.

Trinta anos depois dos primeiros acordes dessa canção, parece que a dor – símbolo da vida – também não interessa a ninguém. Agora, a dor se metaforiza, assume um outro signo, um simulacro de ausência. A dor é insensível, invisível. Por mais que tenhamos notícias sobre violência, a dor – como símbolo da vida, do ser animado, da existência - não está presente.

Em seu lugar, assistimos diariamente a um festival exacerbado de informação sobre o assassinato de fulano de tal, de sicrano, que não tem nome, não tem história, não tem vida. Ninguém nos oferece respostas para que possamos compreender porque a sociedade se apresenta sem controle social. Contudo, assistimos a execração de pessoas que cometem delitos, infringiram a lei, são acusados de crimes e estão sob investigação. E quase sempre nos deparamos com suas imagens, em alguns casos – pasmem – endereço de residência.

Em uma sociedade no qual predomina o Estado Democrático de Direito, órgãos públicos e meios de comunicação podem e devem informar sobre violência, criminalidade. Mas o que se torna crucial é saber como essas notícias chegam à opinião pública. E o que eu tenho visto, lido, assistido, assemelha-se mais a um circo de horrores do que a uma sociedade civilizada.

A quem interessa, ler, em um blog, a notícia com a imagem de homens sob o jugo da lei com a infeliz frase no título: “conheça as crianças”.? Por acaso, nós, leitores, somos os representantes da lei a quem cabe julgar e sentenciar penas?

A quem interessa, a notícia espetacular da prisão - feita por um agente do Estado - de alguém acusado de assalto ou de tráfico de drogas se não há nenhuma informação – substancial – sobre medidas preventivas para inibir a proliferação da criminalidade em cada esquina? Não seria mais eficiente saber como a segurança pública tem agido para coibi-la? Contudo, o que vejo são as fotos dos acusados e do agente da lei.

Também cabe refletir sobre a função social e jornalística da exposição de pessoas que incorreram em infrações e delitos à sociedade, os quais têm filhos, irmãos, pai, mãe... Alguém já pensou que a imagem exposta pode levar a um outro crime, como atos de vingança contra a família do acusado, por exemplo.

Também é necessário indagar: eles são bichos, animais, do qual os assistimos do outro lado da tela? Não há dor. Não sofremos dor pela infeliz sociedade que estamos construindo. Tudo parece nos conduzir à irracionalidade e a aceitar a sangria desatada de fazer justiça com as próprias mãos, ridicularizar o outro, expor o outro à execração pública. Infeliz, a sociedade que aceita trilhar este caminho.

Este não é o modelo de segurança pública, nem de imprensa nem de sociedade que o Estado de Direito requer. Que a dor da gente seja publicada no jornal, no telejornal, no programa de rádio. Mas que seja respeitado o direito ao outro a existir, a ser um humano, e não um animal, no qual a gente aprecia na tela, na página de jornal e emite um julgamento. Que todos nós possamos colaborar para a construção de uma sociedade que respeita os direitos inalienáveis à vida humana. Somente assim, poderemos entender a dor da gente, passo imprescindível para construir uma sociedade sem violência e com paz.


Andréa Cristiana
Jornalista e professora do DCH-UNEB

Ensaio Fotográfico: O caminho das luzes na cidade





Em plena hora do rush, as luzes do entardecer e de carros adormecem na Avenida Paralela, em Salvador. A soteropolitana e fotojornalista Paloma Aimé captura a paisagem urbana: uma sinfonia de luzes, velocidade e trânsito. A cidade não pára.












Especializaçao em Educação, Cultura e Contextualidade na UNEB

A Universidade do Estado da Bahia inscreve até o dia 31 de Janeiro para a Especialização em Educação, Cultura e Contextualidade. O curso faz parte do Programa de Pós-Graduação Interdepartamental dos Departamentos de Ciências Humanas do campus de Jacobina, Senhor do Bonfim e Juazeiro e visa formar pesquisadores.


Serão oferecidas 45 vagas para profissionais em Ciências Humanas, Licenciaturas e interessados na interrelação entre Educação, Cultura e Contextualidade. Para fins de seleção, cada departamento irá selecionar 15 pessoas. Também há reserva de cotas para o candidato que se declarar negro e/ou indiodescendente.

A especialização de caráter gratuito irá acontecer nos três campi com carga horária de 435 horas e com funcionamento em módulos. O primeiro, ocorre de 2 a 19 de março deste ano em Jacobina; o segundo, em Senhor do Bonfim, de 6 a 23 de Julho; e o último, de 25 de Janeiro a 11 de Fevereiro de 2010, em Juazeiro.

As inscrições são realizadas nos Departamentos conveniados ao Programa de Pós-Graduação. Os interessados devem apresentar documentos pessoais, diploma ou certificado de conclusão de graduação, histórico escolar, copia de Currículo Vitae com documentação comprobatória, foto e uma Carta de Intenções.

O resultado da seleção será publicado no dia 6 de fevereiro e a matrícula será realizada na semana de 11 a 14 no mesmo Departamento de Ciências Humanas, onde foi feita a inscrição. Durante a Especialização, não será cobrada nenhuma taxa de matrícula ou manutenção no curso. O aluno do programa ficará responsável apenas pelo custeio de deslocamento, hospedagem e material didático.

Para saber mais: Pós-Graduação Interdepartamental

Informações: Câmara de Pós-Graduação do Departamento de Ciências Humanas, em Juazeiro.
Telefone: (74) 3611-5617
Redação MultiCiência

Comunicado do DCH à Sociedade Juazeirense

A Diretora do Departamento de Ciências Humanas, da Universidade do Estado da Bahia, situado em Juazeiro-Bahia, Aurilene Rodrigues Lima, vem comunicar à sociedade juazeirense e à imprensa do Vale Sub-Médio São Francisco e estadual, esclarecimentos a respeito da prisão de um aluno do curso de agentes e escrivães da Polícia Civil, ocorrida no último dia 8 de janeiro de 2009.

O referido curso faz parte de um programa de formação de policiais civis, concebido e desenvolvido pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia e Academia de Polícia - ACADEPOL, e conta com a parceria da UNEB para a sua execução em Juazeiro, através do Departamento de Ciências Humanas. A parte da UNEB nessa parceria se efetiva com a concessão do espaço para a realização da maior parte das disciplinas previstas no curso e com a participação de alguns professores do seu quadro docente na realização de determinadas disciplinas. Há outros professores do curso que são indicados pela ACADEPOL. Essa parceria entre as instituições existe há cerca de oito anos, com o curso de agentes e escrivães acontecendo eventualmente, mas sempre com normalidade e sem qualquer constrangimento para nenhuma das partes.


A Direção do Departamento de Ciências Humanas – DCH III não foi informada previamente - como deveria - sobre a diligência realizada pelos agentes policiais que resultou na prisão de um aluno desse curso em sala de aula. Ou seja, embora esse Departamento seja a instituição que responde diretamente pelo espaço em que ocorreu tal prisão, não foi considerada em parceria com a Academia de Polícia Civil do Estado da Bahia (ACADEPOL) na forma como o fato da prisão ocorreu.

Diante da surpresa e do estranhamento com a forma como aquela prisão aconteceu - pois toda a ação policial foi feita, praticamente, como uma atividade letiva do curso, já que além do mandado de prisão ser declarado em sala de aula, isso também ocorreu através de quem atuava, naquele momento como professor do curso -, a diretora do Departamento de Ciências Humanas encaminhou imediatamente dois ofícios com a solicitação de esclarecimentos: Um para a Delegacia Regional de Polícia Civil de Juazeiro-Bahia e outro a Academia de Polícia Civil do Estado da Bahia, questionando acerca das circunstâncias e dos fatos ocorridos dentro das dependências do Departamento de Ciências Humanas como diretora dessa instituição e principal responsável.

O Departamento de Ciências Humanas entende que, em virtude de todas as instituições parceiras nesse trabalho de formação serem órgãos do serviço público e encontrarem-se envolvidos em uma mesma missão institucional, que é a de formar profissionais, dentre os quais, agentes de polícia e escrivães, com respeito à dignidade humana, com ética e com vistas a cidadania, tudo que deva ocorrer nesse curso, inclusive fatos como o da prisão do aluno em referência nesse caso, precisa acontecer sempre se baseando nos princípios de autonomia e de responsabilidade social de cada instituição parceira nesse trabalho de formação; respeitando-se a natureza e finalidade institucional de cada órgão e com a dignidade dos indivíduos que as constituem.

Deste modo, o Departamento de Ciências Humanas aguarda os esclarecimentos solicitados, a fim de que possam ser feitas as providências administrativas necessárias para um melhor resultado do trabalho de formação cidadã que se pretende com essa parceria com a ACADEPOL e para que haja uma compreensão cada vez mais clara do seu lugar nessa parceria. Assim como, que o Departamento seja efetivamente considerado na continuidade das ações previstas nesse e em outros cursos que resultem dessa parceria.

É como nos manifestamos, com o usual respeito institucional que nossas atribuições exigem.

Aurilene Rodrigues Lima
Diretora do DCH III

Curso para agricultores começa em março

Os 19 estados que aderiram ao Programa Projovem Campo – Saberes da Terra devem concluir este mês a matrícula de 35 mil jovens agricultores e cadastrá-los no sistema do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC que repassa recursos para o programa. Para fazer o cadastro, cada estado recebeu uma senha.

O ProJovem Campo – Saberes da Terra foi criado para qualificar agricultores com idade entre 18 e 29 anos, alfabetizados, mas que não tenham concluído o ensino fundamental. O curso tem duração de dois anos na modalidade educação de jovens e adultos, formação que integra teoria e prática, tendo como eixos a agricultura familiar e a sustentabilidade. Dos 35 mil agricultores a serem atendidos no período de 2009 a 2010, 21 mil vivem nos nove estados da região Nordeste

O ProJovem Campo – Saberes da Terra é uma ação do governo federal desenvolvida em parceria com as secretarias estaduais de educação e com uma rede de universidades públicas. A oferta de formação a jovens agricultores com pouca escolaridade reúne os ministérios da Educação, Desenvolvimento Agrário, Trabalho e Emprego, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Na Bahia as aulas serão ministradas pela UNEB e contará com mais de cinco mil vagas para os educandos.

Mais informações: Ministério da Educação

Da Redação